Indicação de uma das personalidades mais influentes no setor sucroenergético foi apenas um dos passos para vencer a resistência e conseguir apoio de representantes do setorA filiação de Biagi Filho ao Partido da República (PR) e a indicação do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva para que ele compusesse a chapa ao governo de São Paulo é chamada de "cálculo meticuloso", já que visava abrir uma porta sem fechar outra.
Não é só de Maurílio Biagi Filho que depende o apoio de empresários do setor produtivo ao Partido dos Trabalhadores (PT). Anunciada há exatamente um mês, a filiação do empresário do setor sucroenergético ao Partido da República (PR) e a indicação do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva para que ele compusesse a chapa do ministro da saúde, Alexandre Padilha, ao governo de São Paulo foi, segundo informações, apenas um dos passos para vencer a resistência ao PT entre empresários do setor produtivo e lideranças do interior do estado.
Em matéria publicada hoje pelo Valor Econômico, a filiação de Biagi Filho é chamada de "cálculo meticuloso", já que visava abrir uma porta sem fechar outra: além de obter o apoio do empresário, Lula pretendia manter o espaço do presidente da Federação das Indústrias (Fiesp), Paulo Skaf, aliado em São Paulo e pré-candidato ao governo do Estado pelo PMDB.
Skaf foi lançado pré-candidato no 7º Encontro Estadual de Lideranças Municipais do PMDB, com apoio do vice-presidente Michel Temer. Biagi Filho, no entanto, faz suspense com relação à sua candidatura desde que foi indicado por Lula, alegando que sua família é contrária ao seu ingresso na política e que não sabe se pode contribuir mais para o desenvolvimento do estado como empresário ou como político.
Enquanto o empresário reflete sobre a candidatura, Lula continua os trabalhos para afinar o diálogo com representantes do setor produtivo, comandando outras filiações e apoiando prováveis candidaturas.
Segundo o texto do "Valor", Lula teria articulado a filiação de Josué Gomes da Silva, da indústria têxtil, e de José Batista Júnior, do grupo JBS/Friboi, ao PMDB, além de patrocinar a candidatura do ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), senador Armando Monteiro Neto (PTB), ao governo de Pernambuco.
A presidente Dilma Rousseff também está se mobilizando. De 2012 para 2013, Dilma triplicou as audiências com empresários do setor produtivo macional, lançou o programa Inovação Empresarial, que destina R$ 32,5 bilhões para empresas nacionais, e recebeu no Palácio do Planalto empresários dispostos a investir no país. A presidente teria também conduzido, com o vice-presidente Michel Temer, a filiação da presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu (TO), ao PMDB.
Vivian Faria - NovaCana
Com informações do Valor Econômico
Não é só de Maurílio Biagi Filho que depende o apoio de empresários do setor produtivo ao Partido dos Trabalhadores (PT). Anunciada há exatamente um mês, a filiação do empresário do setor sucroenergético ao Partido da República (PR) e a indicação do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva para que ele compusesse a chapa do ministro da saúde, Alexandre Padilha, ao governo de São Paulo foi, segundo informações, apenas um dos passos para vencer a resistência ao PT entre empresários do setor produtivo e lideranças do interior do estado.
Em matéria publicada hoje pelo Valor Econômico, a filiação de Biagi Filho é chamada de "cálculo meticuloso", já que visava abrir uma porta sem fechar outra: além de obter o apoio do empresário, Lula pretendia manter o espaço do presidente da Federação das Indústrias (Fiesp), Paulo Skaf, aliado em São Paulo e pré-candidato ao governo do Estado pelo PMDB.
Skaf foi lançado pré-candidato no 7º Encontro Estadual de Lideranças Municipais do PMDB, com apoio do vice-presidente Michel Temer. Biagi Filho, no entanto, faz suspense com relação à sua candidatura desde que foi indicado por Lula, alegando que sua família é contrária ao seu ingresso na política e que não sabe se pode contribuir mais para o desenvolvimento do estado como empresário ou como político.
Enquanto o empresário reflete sobre a candidatura, Lula continua os trabalhos para afinar o diálogo com representantes do setor produtivo, comandando outras filiações e apoiando prováveis candidaturas.
Segundo o texto do "Valor", Lula teria articulado a filiação de Josué Gomes da Silva, da indústria têxtil, e de José Batista Júnior, do grupo JBS/Friboi, ao PMDB, além de patrocinar a candidatura do ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), senador Armando Monteiro Neto (PTB), ao governo de Pernambuco.
A presidente Dilma Rousseff também está se mobilizando. De 2012 para 2013, Dilma triplicou as audiências com empresários do setor produtivo macional, lançou o programa Inovação Empresarial, que destina R$ 32,5 bilhões para empresas nacionais, e recebeu no Palácio do Planalto empresários dispostos a investir no país. A presidente teria também conduzido, com o vice-presidente Michel Temer, a filiação da presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu (TO), ao PMDB.
Resistência
A busca por aliados entre os empresários é uma resposta do partido à resistência dos empresários à gestão petista, classificada por muitos como intervencionista e estatizante. Há críticas específicas ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, e ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, além da insatisfação com o programa de concessões, evidenciado com a ausência de pretendentes tanto no primeiro leilão de rodovias, em setembro, quanto no leilão do campo de Libra, em outubro.Vivian Faria - NovaCana
Com informações do Valor Econômico
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