A alternativa energética pode reduzir os custos fixos e já está em fase de testes em grupos importantes do setor sucroenergético como Raízen, BP, São Martinho, Adecoagro e ZillorDiluir o custo fixo da indústria sucroalcooleira e aproveitar a entressafra da cana-de-açúcar é o que todas as empresas querem quando decidem investir em matérias-primas alternativas. Com esse objetivo, o sorgo sacarino vem ganhando terreno, embora ainda esteja se tentando provar que a planta consegue manter uma produtividade elevada por várias safras.
E ainda:
- A quebra de paradigma que precisa acontecer por parte da indústria sucroalcooleira
- As incrementos de produtividade com o sorgo
- A importância de adotar um protocolo para a nova cultura
- As expectativas de rendimento superior
- O rendimento máximo de etanol por hectare nas experiências com sorgo da safra 2013/2014
- Mantendo a produtividade constante ao longo das safras de sorgo
- O sorgo de alta biomassa: direto para a caldeira
Diluir o custo fixo da indústria sucroalcooleira e aproveitar a entressafra da cana-de-açúcar é o que todas as empresas querem quando decidem investir em matérias-primas alternativas. Com esse objetivo, o sorgo sacarino vem ganhando terreno, embora ainda esteja se tentando provar que a planta consegue manter uma produtividade elevada por várias safras.
A norte-americana Ceres é uma das empresas que tentam difundir essa alternativa energética através de sua subsidiária brasileira. O gerente de marketing e desenvolvimento de negócios Marcelo José Mortati Gullo afirma que a cultura vem sendo testada por grupos importantes do setor sucroenergético como Raízen, BP, São Martinho, Adecoagro e Zillor. Ao todo, são cerca de 30 usinas do centro-sul participando dos ensaios de campo, como são chamadas as experiências.
A vantagem está em esticar a produção de etanol e de energia elétrica durante os meses da entressafra da cana. A projeção de lucro é de R$ 1,2 mil reais por hectare, já descontado o custo de produção de R$ 2,7 mil. A estimativa toma por base um estudo realizado pela consultoria Agrosecurity, mas com os valores atualizados para o momento atual em que a alta dos fertilizantes impactou as despesas. A consultoria calculou que usando o sorgo sacarino as usinas poderiam reduzir os custos de produção agrícola em 3,2% e industrial em até e 2,8% para o etanol hidratado e 1,7% para o anidro.
Para chegar a esse patamar de rentabilidade, as usinas precisariam obter uma produção média de 50 toneladas por hectare, o que ainda não é uma constante nas experiências. Conforme Gullo, há grande variação nos resultados dos ensaios, no entanto, as diferenças não estão relacionadas à aptidão de determinadas áreas em detrimento de outras, mas sim aos cuidados que cada usina investe à cultura.
Segundo o executivo, seriam dois os aspectos que impactam as experiências mais exitosas: a atuação de uma equipe especialmente capacitada para o sorgo sacarino e o cumprimento do protocolo preconizado pela Ceres. "A diferença de produtividade se atribui mais a uma quebra de paradigma por parte da indústria sucroalcooleira. As indústrias que têm a capacidade de designar uma equipe voltada para o sorgo sacarino têm resultados melhores do que as empresas que simplesmente plantam e não têm ninguém para tomar conta, que não seguem o protocolo para a cultura".
Segundo a empresa, as usinas que aderiram à tecnologia da Ceres podem estender sua fabricação de etanol em até 60 dias no ano-safra através da industrialização do sorgo sacarino. "A operação geralmente ocorre logo após o encerramento da safra da cana-de-açúcar, e embute a perspectiva de ganho entre 7% e 10% maior", quando comparado com a operação de uma usina exclusiva de cana.
Nas experiências da safra 2012/13, o rendimento máximo de etanol por hectare foi de 3,3 mil litros, um volume alto e acima da média. Para estabelecer o sorgo sacarino definitivamente, Gullo considera a necessidade de atingir 2,5 mil litros de etanol por hectare, a partir daí, avalia, a curva de adoção será "acelerada". "Já conseguimos essa produção, mas a questão é que essa precisa ser uma média constante", ressalva. Para tanto, a empresa possui acordos com a Embrapa e a Syngenta de modo a desenvolver práticas de manejo agrícola e industrial mais rentáveis, assim como difundir novos híbridos.
Uma dessas novas variedades é o sorgo de alta biomassa, voltado para a geração de bioeletricidade, que sai do campo direto para as caldeiras. Gullo afirma que o produto que está com demanda crescente para a geração de calor e energia, mesmo fora das usinas sucroalcooleiras. Oferecendo produtividade de 70 toneladas de massa verde por hectare, com umidade a 50%, a planta tem se mostrado um negócio bastante atrativo em um período de biomassa valorizada. Para o executivo da Ceres, com um preço de R$ 50,00 por tonelada, o sorgo de alta biomassa se mostra bastante competitivo, considerando o valor do bagaço de cana, hoje em R$ 70,00.
Amanda SchArr – NovaCana
E ainda:
- A quebra de paradigma que precisa acontecer por parte da indústria sucroalcooleira
- As incrementos de produtividade com o sorgo
- A importância de adotar um protocolo para a nova cultura
- As expectativas de rendimento superior
- O rendimento máximo de etanol por hectare nas experiências com sorgo da safra 2013/2014
- Mantendo a produtividade constante ao longo das safras de sorgo
- O sorgo de alta biomassa: direto para a caldeira
Diluir o custo fixo da indústria sucroalcooleira e aproveitar a entressafra da cana-de-açúcar é o que todas as empresas querem quando decidem investir em matérias-primas alternativas. Com esse objetivo, o sorgo sacarino vem ganhando terreno, embora ainda esteja se tentando provar que a planta consegue manter uma produtividade elevada por várias safras.
A norte-americana Ceres é uma das empresas que tentam difundir essa alternativa energética através de sua subsidiária brasileira. O gerente de marketing e desenvolvimento de negócios Marcelo José Mortati Gullo afirma que a cultura vem sendo testada por grupos importantes do setor sucroenergético como Raízen, BP, São Martinho, Adecoagro e Zillor. Ao todo, são cerca de 30 usinas do centro-sul participando dos ensaios de campo, como são chamadas as experiências.
A vantagem está em esticar a produção de etanol e de energia elétrica durante os meses da entressafra da cana. A projeção de lucro é de R$ 1,2 mil reais por hectare, já descontado o custo de produção de R$ 2,7 mil. A estimativa toma por base um estudo realizado pela consultoria Agrosecurity, mas com os valores atualizados para o momento atual em que a alta dos fertilizantes impactou as despesas. A consultoria calculou que usando o sorgo sacarino as usinas poderiam reduzir os custos de produção agrícola em 3,2% e industrial em até e 2,8% para o etanol hidratado e 1,7% para o anidro.
Para chegar a esse patamar de rentabilidade, as usinas precisariam obter uma produção média de 50 toneladas por hectare, o que ainda não é uma constante nas experiências. Conforme Gullo, há grande variação nos resultados dos ensaios, no entanto, as diferenças não estão relacionadas à aptidão de determinadas áreas em detrimento de outras, mas sim aos cuidados que cada usina investe à cultura.
Segundo o executivo, seriam dois os aspectos que impactam as experiências mais exitosas: a atuação de uma equipe especialmente capacitada para o sorgo sacarino e o cumprimento do protocolo preconizado pela Ceres. "A diferença de produtividade se atribui mais a uma quebra de paradigma por parte da indústria sucroalcooleira. As indústrias que têm a capacidade de designar uma equipe voltada para o sorgo sacarino têm resultados melhores do que as empresas que simplesmente plantam e não têm ninguém para tomar conta, que não seguem o protocolo para a cultura".
Segundo a empresa, as usinas que aderiram à tecnologia da Ceres podem estender sua fabricação de etanol em até 60 dias no ano-safra através da industrialização do sorgo sacarino. "A operação geralmente ocorre logo após o encerramento da safra da cana-de-açúcar, e embute a perspectiva de ganho entre 7% e 10% maior", quando comparado com a operação de uma usina exclusiva de cana.
Nas experiências da safra 2012/13, o rendimento máximo de etanol por hectare foi de 3,3 mil litros, um volume alto e acima da média. Para estabelecer o sorgo sacarino definitivamente, Gullo considera a necessidade de atingir 2,5 mil litros de etanol por hectare, a partir daí, avalia, a curva de adoção será "acelerada". "Já conseguimos essa produção, mas a questão é que essa precisa ser uma média constante", ressalva. Para tanto, a empresa possui acordos com a Embrapa e a Syngenta de modo a desenvolver práticas de manejo agrícola e industrial mais rentáveis, assim como difundir novos híbridos.
Uma dessas novas variedades é o sorgo de alta biomassa, voltado para a geração de bioeletricidade, que sai do campo direto para as caldeiras. Gullo afirma que o produto que está com demanda crescente para a geração de calor e energia, mesmo fora das usinas sucroalcooleiras. Oferecendo produtividade de 70 toneladas de massa verde por hectare, com umidade a 50%, a planta tem se mostrado um negócio bastante atrativo em um período de biomassa valorizada. Para o executivo da Ceres, com um preço de R$ 50,00 por tonelada, o sorgo de alta biomassa se mostra bastante competitivo, considerando o valor do bagaço de cana, hoje em R$ 70,00.
Amanda SchArr – NovaCana