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Lobistas do petróleo lançam nova ofensiva contra o etanol nos EUA

etanol-problema-camapnha-eua-160713Peças publicitárias que associam etanol a alta nos preços dos alimentos e danos aos veículos ganham visibilidade em várias partes dos EUA e podem reduzir as exportações do Brasil
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Desde a última segunda-feira (15), quem vive nos estados de Washington, Arcansas, Louisiana, Montana, Michigan, Carolina do Norte, Dakota do Sul e Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, tem acesso, por mídias impressas ou online, pela televisão ou pelo rádio, à nova campanha publicitária do Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês) que pode afetar as exportações de etanol do Brasil.


Desde a última segunda-feira (15), quem vive nos estados de Washington, Arcansas, Louisiana, Montana, Michigan, Carolina do Norte, Dakota do Sul e Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, tem acesso, por mídias impressas ou online, pela televisão ou pelo rádio, à nova campanha publicitária do Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês) que pode afetar as exportações de etanol do Brasil.

De acordo com o diretor da API, Bob Greco, as propagandas pedem a revogação do Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS2), em vigor nos EUA desde 2007. Nas peças, um mecânico associa as metas de consumo de etanol à alta nos preços de alimentos, à baixa quilometragem por litro de combustível e a danos no motor não cobertos por garantias e seguros.

Apesar de deixar claro o objetivo da campanha, Greco não revela quanto a associação está gastando com a nova ação, apenas declara que a quantia é "significativa". O investimento, porém, parece ser estratégico, já que a campanha coincide com a maior alta nos preços dos créditos usados para assegurar o cumprimento das metas do RFS2, os RINS, devido à preocupação com disponibilidade.

Atualmente, cada RIN custa US$ 1,29, valor cinco centavos mais alto do que o pago no final do ano passado. De acordo com a indústria do petróleo, os altos preços dos RINs podem fazer com que as refinarias optem por exportar mais gasolina para evitar os custos adicionais associados aos créditos.  As refinarias argumentam ainda que o aumento de dez centavos no preço dos RINs significa que um centavo será gasto a mais por litro de combustível comprado na bomba.

A resposta da Associação de Combustíveis Renováveis americana (RFA, na sigla em inglês) à nova campanha veio no mesmo dia. No site da organização, o CEO Bob Dineen classificou as propagandas como "nada mais é do que uma mancha de óleo de táticas enganosas de intimidação" e disse que elas têm por objetivo confundir os consumidores. A RFA reafirmou ainda que maiores misturas de etanol à gasolina, como E15, podem ajudar a poupar dinheiro dos consumidores na bomba e reduzir a dependência dos EUA de petróleo importado, além dos benefícios ao meio ambiente que o RFS2 traz.

Efeitos colaterais

A briga pela revogação do RFS2 não é nova e é de grande importância para os produtores brasileiros. De acordo com o Padrão de Combustíveis Renováveis, o etanol de cana é um combustível renovável avançado e ele vem, portanto, sendo largamente utilizado para atingir as metas de consumo estabelecidas.

Para 2013, a previsão da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) é que será necessário importar 2,521 bilhões de litros de etanol brasileiro para atingir o objetivo de consumo de combustíveis renováveis avançados. No primeiro semestre de 2013, as exportações alcançaram pouco mais de 554 milhões de litros.

Caso a API consiga convencer o público e o governo de que o Padrão não funciona e precisa ser revogado, o etanol brasileiro perderia importância para o mercado americano e o país perderia seu maior importador deste biocombustível.

Veja vídeo da API



Vivian Faria – NovaCana

com informações da Reuters
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