"A indústria do petróleo tentou de tudo... eles têm medo de competição", disse o CEO da Growth Energy
Representantes da Associação de Combustíveis Renováveis, da Growth Energy e da Novozymes aproveitaram o lançamento para defender o RFS e condenar a campanha lançada na semana passada pelo Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês). O CEO da Growth Energy declarou: "A indústria do petróleo tentou de tudo... e agora partiu para essa tentativa desesperada para mudar o RFS, porque eles têm medo de competição".
Uma semana depois da ofensiva lançada pela indústria do petróleo americana, a Fuels America, grupo formado por organizações que têm por objetivo proteger o Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS2, na sigla em inglês), deu a resposta: divulgou uma campanha em defesa do RFS2 sob o slogan "There is a choice", em português, "Há uma alternativa".
Desde o dia 22, peças publicitárias para televisão, meios impressos e internet vêm mostrando que os combustíveis renováveis são uma alternativa para os fósseis, que vem danificando o meio ambiente e colocando em jogo a segurança energética americana.
A campanha é voltada não apenas para os consumidores, mas também para os responsáveis pelas políticas de uso de combustíveis renováveis, já que o Congresso americano está em um momento de decisão com relação ao futuro do Padrão de Combustíveis Renováveis, o que pode significar mudanças nos mandatos e até a revogação do RFS2.
Sobre estas possibilidades, motivo da audiência de dois dias realizada na última semana pelo subcomitê de Energia do Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados americana, a Fuels America declarou: "Um voto para revogar ou mudar o RFS é um voto para manter o monopólio do petróleo. É um voto contra o meio-ambiente, contra os consumidores e, em última instância, um voto que deixa nosso país menos seguro".
De acordo com o site Domestic Fuel.com, representantes da Associação de Combustíveis Renováveis, da Growth Energy e da Novozymes aproveitaram o lançamento para defender o RFS e condenar a campanha lançada na semana retrasada pelo Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês). O CEO da Growth Energy declarou: "A indústria do petróleo tentou de tudo... e agora partiu para essa tentativa desesperada para mudar o RFS, porque eles têm medo de competição".
Como o etanol de cana é considerado um combustível avançado no Padrão de Combustíveis Renováveis atualmente em vigor nos EUA, ele vem sendo utilizado para atingir as metas de consumo estabelecidas. Para 2013, a estimativa é que os EUA importem cerca de 2,521 bilhões de litros do biocombustível brasileiro, o que faz com que o país seja o maior comprador do Brasil. Qualquer mudança no RFS2 deve afetar os produtores brasileiros.
Assista abaixo um dos comerciais da campanha da Fuels America:
Vivian Faria - NovaCana