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Crescimento nas exportações americanas de etanol revela novas oportunidades de mercado

exportacao-etanol-150114Mercados novos e emergentes apareceram na lista de importadores de etanol americano em novembro, mês que registrou crescimento de 54% nas exportações do produto
NovaCana 3 min de leitura
Um acréscimo de 54% nas exportações de etanol dos Estados Unidos de outubro para novembro chamou a atenção da indústria americana do biocombustível e não apenas pela expressividade do aumento: os dados do Departamento de Energia do país mostram que parte dos 82,4 milhões de galões, ou 311,9 milhões de litros, do etanol de milho vendido ao exterior foram parar em mercados novos e emergentes, revelando novas oportunidades de negócios.

Um acréscimo de 54% nas exportações de etanol dos Estados Unidos de outubro para novembro chamou a atenção da indústria americana do biocombustível e não apenas pela expressividade do aumento: os dados do Departamento de Energia do país mostram que parte dos 82,4 milhões de galões, ou 311,9 milhões de litros, do etanol de milho vendido ao exterior foram parar em mercados novos e emergentes, revelando novas oportunidades de negócios.

A China, por exemplo, que desde 2002 não comprava nenhum volume significativo do biocombustível americano, importou 13,25 milhões de litros de etanol de milho dos EUA em novembro. Já o Panamá importou 7,57 milhões de litros do biocombustível, o primeiro volume expressivo em 21 anos.

A indústria de etanol, por meio da Associação de Combustíveis Renováveis (RFA, na sigla em inglês), e a imprensa especializada do país também destacaram as exportações para Índia (30,66 milhões de litros), Filipinas (53 milhões de litros), Tunísia (8,07 milhões de litros) e México (6,43 milhões de litros). Os dois últimos países chamaram especial atenção por serem considerados mercados relativamente novos para o produto.

Com estes resultados, o olhar de outros países produtores de etanol pode se voltar para estes mercados, principalmente o Brasil, segundo maior produtor do biocombustível no mundo.

Dos países citados acima, por exemplo, três compraram etanol de cana brasileiro em 2013, Filipinas, Índia e México. Ainda assim, uma comparação entre os resultados das exportações americanas de novembro e os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostra que há potencial para crescimento das exportações para estes países.

No caso das Filipinas, por exemplo, foram exportados 69 milhões de litros do combustível renovável para o país em 2013, e apenas 22 milhões de litros deste total em novembro, ante os 53 milhões de litros de etanol americano. Já a Índia comprou um total de 25,599 milhões litros do biocombustível de cana durante todo o ano, 16,5% a menos do que o volume que comprou dos Estados Unidos em novembro, enquanto o México importou 8,156 milhões de litros de etanol do Brasil de uma única vez, em janeiro de 2013.

Embora China e Panamá já tenham importado o biocombustível brasileiro, esta não negociava o produto com o Brasil desde novembro de 2011 e aquela, desde janeiro de 2012. Dados dos últimos dez anos mostram que nenhum volume de etanol foi comercializado com a Tunísia.

Vivian Faria – NovaCana
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