De todas as 16 estimativas compiladas pelo NovaCana para o Centro-Sul, o USDA tem a terceira projeção mais otimista, atrás da Agroconsult com 620 e da Datagro com 612
Estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) apontam que a safra de cana-de-açúcar 2017/18, em todo o Brasil, deve alcançar 645 milhões de toneladas de cana. O número representa uma queda de pouco mais de 1% em relação à moagem da safra anterior, apresentada pelo órgão americano na casa dos 651,5 milhões de toneladas.
Especificamente para a região Centro-Sul, o órgão americano espera uma moagem de 600 milhões de toneladas de cana – uma redução de 7 milhões de toneladas em relação à temporada 2016/17.
De todas as 16 estimativas compiladas pelo NovaCana para o Centro-Sul, o USDA tem a terceira projeção mais otimista, atrás da Agroconsult com 620 e da Datagro com 612. A Conab vem na sequência com uma expectativa de 598 milhões de toneladas (a relação completa das estimativas pode ser acessada aqui.
Leia no texto abaixo:
- Estimativas para a região Norte-Nordeste
- Perspectiva de produção de açúcar e etanol
- Os argumentos do departamento de agricultura
- Expectativas com relação à exportação nacional de açúcar
Estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) apontam que a safra de cana-de-açúcar 2017/18, em todo o Brasil, deve alcançar 645 milhões de toneladas de cana. O número representa uma queda de um pouco mais de 1% em relação à moagem da safra anterior, apresentada pelo órgão americano na casa dos 651,5 milhões de toneladas.
A queda na moagem é justificada pelo USDA por “condições climáticas irregulares” em algumas áreas produtivas, assim como o envelhecimento dos canaviais. Segundo o documento, os padrões pluviométricos mostraram volumes regulares para grande parte das áreas de cultivo, porém, a produção em estados como Goiás e Minas Gerais foi danificada por volumes de precipitação abaixo da média. “Regiões produtivas importantes do estado de São Paulo, como Bauru, também foram afetadas negativamente”, assinala.
Para a região Centro-Sul, o órgão americano espera uma moagem de 600 milhões de toneladas de cana – uma redução de 7 milhões de toneladas em relação à temporada 2016/17, conforme destaca o USDA.
De todas as 16 estimativas compiladas pelo NovaCana para o Centro-Sul, o USDA tem a terceira projeção mais otimista, atrás da Agroconsult com 620 e da Datagro com 612. A Conab vem na sequência com uma expectativa de 598 milhões de toneladas (a relação completa das estimativas pode ser acessada aqui).
Já para a região Norte-Nordeste, a produção de cana é projetada em 45 milhões de toneladas, valor próximo ao apontado para a temporada 2016/17 (44,5 milhões de toneladas). Sobre a região, o USDA chama atenção para os “persistentes problemas” relacionados ao clima que afetam as áreas de plantação de cana.
Produção e exportação de açúcar
Aproximadamente 48% da safra deve ser direcionada para o açúcar, em um mercado estimulado pela perspectiva de déficit no mercado mundial. O índice representa um avanço frente aos 47% da última safra. Ainda de acordo com o USDA, projeta-se para a temporada global 2016/17 um déficit de 5 milhões de toneladas do produto.
Segundo dados do escritório de comércio agrícola do USDA em São Paulo, a previsão para a produção de açúcar na safra brasileira de 2017/18 é de 39,65 milhões de toneladas. O número é um pouco maior do que volume de 2016/17, quando, segundo o USDA, foram produzidos 39,15 milhões de toneladas.
Os estados Centro-Sul devem ser responsáveis por 36,5 milhões de toneladas – um aumento de 1% em relação a 2016/17 (36 milhões de toneladas). As empresas especializadas esperam, em média, uma produção na região de 35,8 milhões de toneladas. A produção de açúcar da região Norte-Nordeste deve permanecer estável em 3,15 milhões de toneladas de açúcar.
“As usinas de açúcar e etanol provavelmente adotarão a mesma estratégia do ano passado, maximizando a produção de açúcar e, portanto, lucrando, para abastecer os mercados internacionais” USDA
Com isso, a expectativa é que as exportações totais aumentem 5% em 2017/18, atingindo 29,07 milhões de toneladas. O volume é 1,3 milhão de toneladas maior do que o registrado em 2016/17, quando, segundo o USDA, foram exportadas 27,77 milhões de toneladas do adoçante. As exportações de açúcar bruto devem representar 23,26 milhões de toneladas, enquanto o restante é referente ao açúcar refinado.
Sobre o consumo interno, o USDA projeta que a demanda por açúcar no Brasil seja de 10,95 milhões de toneladas, levemente acima do observado em 2016/17, indicando a “ligeira recuperação” esperada para a economia nacional.
Etanol
Já a produção total de etanol para a safra 2017/18, de acordo com o departamento norte-americano, será de 26,65 bilhões de litros – sendo 11,83 bilhões de litros de etanol anidro e 14,82 bilhões de litros de etanol hidratado. O valor total é menor do que o visto na safra 2016/17, quando foram produzidos 27,26 bilhões de litros.
Segundo o USDA, o setor sucroalcooleiro deve priorizar a produção de etanol anidro para atender ao mandato de mistura de etanol na gasolina estabelecido pelo governo brasileiro.
Mais informações
Marina Gallucci – NovaCana