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[Atualizado] Em queda livre: dinheiro do BNDES para o setor sucroenergético em 2016, por usina

bndes 301014Ainda que o setor sucroenergético fale em retomada, compra de maquinário e investimentos em expansão industrial, os números de contratos fechados com o BNDES contam outra história. No 1º semestre de 2016, o total de valores financiados pelas empresas do setor junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social caiu 62,4% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, somando R$ 260 milhões

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Ainda que o setor sucroenergético fale em retomada, compra de maquinário e investimentos em expansão industrial, os números de contratos fechados com o BNDES contam outra história. No 1º semestre de 2016, o total de valores financiados pelas empresas do setor junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social caiu 62,4% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, somando R$ 181,4 milhões.

O momento reflete a dificuldade de crédito das usinas. Apesar dos atuais preços remuneradores para aúcar e etanol, a crise que assolou o setor trouxe consequências e as empresas permanecem altamente endividadas e sem capacidade de dar as garantias exigidas ou de arcar com as taxas de juros cobradas.

O NovaCana fez uma compilação dos aportes do BNDES nas usinas de açúcar e etanol e apresenta a seguir um resumo da evolução dos financiamentos, junto com as áreas e empresas que mais receberam apoio no 1º semestre de 2016.

Informações adicionais:

- Projetos na área de expansão industrial

- Quem está renovando os canaviais: o dinheiro do ProRenova

- Os bancos intermediadores

Atualização (27/09, às 13h30): As porcentagens e os valores totais de investimentos foram corrigidos.

Ainda que o setor sucroenergético fale em retomada, compra de maquinário e investimentos em expansão industrial, os números de contratos fechados com o BNDES contam outra história. No 1º semestre de 2016, o total de valores financiados pelas empresas do setor junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social caiu 62,4% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, somando R$ 181,4 milhões.

O aparente desinteresse, na verdade, reflete a dificuldade de crédito das usinas. A crise que assolou o setor trouxe consequências e as empresas permanecem altamente endividadas e sem capacidade de dar as garantias exigidas ou de arcar com as taxas de juros cobradas.

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Inclusive, na área de expansão industrial, o único contrato fechado durante o 1º semestre foi com o Grupo Detoni, conforme já divulgado pelo NovaCana no perfil dos financiamentos realizados entre janeiro e março. Destinado à Unidade WD, o financiamento de R$ 55,28 milhões irá para a expansão da unidade de cogeração – ampliando a capacidade de 18,5 MW para 46 MW –, para a construção de subestação e linha de transmissão, para o plantio de três mil hectares de cana de açúcar em Minas Gerais e para investimentos sociais.

Além dessa categoria, também foram direcionados investimentos para plantio e renovação dos canaviais (R$ 126,12 milhões). No semestre, não foram aprovados financiamentos para pesquisa de E2G, estocagem de etanol, logística para açúcar ou etanol e implantação de novas unidades.

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As usinas que estão investindo nos canaviais com recursos do BNDES

Ao contrário do primeiro semestre de 2015, quando 22 companhias recorreram ao BNDES para financiar a renovação de seus canaviais, este ano apenas sete usinas fecharam contrato dentro do programa ProRenova. Juntas, elas somam R$ 126,1 milhões – um valor 74% menor que os R$ 482,12 milhões vistos no mesmo período do ano passado.

O maior valor registrado é o da Usina Da Mata, com R$ 36,1 milhões de reais financiados com apoio do Banco Santander. Desse total, R$ 20 milhões estão sujeitos à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJPL) e o restante à taxa Selic.

Além da Usina Da Mata, apenas o Grupo Pedra Agroindustrial conseguiu taxas mais favoráveis, com seu financiamento de R$ 20 milhões também sujeito à TJPL. Nesse caso, o agente financiador é o Banco Votorantim.

Todas as demais usinas que recorreram ao BNDES no período terão juros calculados pela TJPL com um adicional de 3,7%. O Banco Santander também será o agente financiador para a Usina Santa Isabel e a Nova América Agrícola, principal fornecedora de cana-de-açúcar para a Raízen. Já o Rabobank será o agente para o Grupo Zilor, enquanto o Itaú Unibanco atuará com a Usina Alta Mogiana e a Usina Alto Alegre.

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Panorama completo dos investimentos

A relação completa de contratos fechados desde 2002 pelas usinas de açúcar e etanol via operações diretas e indiretas não automáticas com o BNDES – que, em geral, abrangem financiamentos acima de R$ 10 milhões – está disponível no NovaCana DATA.

A planilha interativa é exclusiva para assinantes e traz 22 gráficos que formam um perfil dos investimentos do setor.

Renata Bossle – NovaCana

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