Fechamento de usinas e exportação e importação de etanol estão entre as projeções sobre o mercado nacionalA divisão brasileira do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA, na sigla em inglês), publicou em setembro, relatório com diversas previsões para o mercado sucroenergético para o ano de 2013.
Na previsão do USDA:
- Quanto de etanol o Brasil deve exportar em 2013 e 2014
- Volume que o Brasil importará este ano
- Total de etanol disponível no mercado, considerando os estoques e as importações
- Quantas usinas devem fechar e começar a operar no Brasil
- O crescimento do mercado
O Departamento de Agricultura norte-americano (USDA, na sigla em inglês), publicou em setembro, relatório com diversas previsões para o mercado sucroenergético para o ano de 2013.
O Relatório Anual de Biocombustíveis – Brasil 2013 foi publicado na Rede Global de Informações Agrícolas (GAIN, na sigla em inglês) do USDA.
As previsões foram elaboradas pelo escritório de Promoção de Produtos Agroindustriais dos Estados Unidos (ATO, na sigla em inglês), uma das unidades do USDA no Brasil. A instituição informou que fez todos os ajustes para exibir suas previsões para o ano-civil.
A produção de etanol carburante do país deve chegar a 23,72 bilhões de litros em 2013, volume 14% superior ao que o documento registra como total produzido no ano passado.
Para compor a quantidade total de álcool combustível a ser ofertada no mercado brasileiro este ano, são somados ao volume produzido o estoque inicial do ano, de 6,69 bilhões, e o volume importado, que deve ser de 195 milhões de litros.
Deste total, 21,52 bilhões de litros serão consumidos pelo mercado doméstico brasileiro, enquanto 2,8 bilhões serão exportados, principalmente para os Estados Unidos. O crescimento de 15% no consumo interno é justificado pela maior oferta do produto, aliada a preços mais atrativos na bomba e a venda contínua e estável de veículos flex-fuel.
O país terminará o ano com um estoque de 6,28 bilhões de litros do biocombustível.

O texto aponta também que a estimativa é de que 12 unidades fechem as portas ou sejam compradas por outras empresas este ano, enquanto apenas três devem começar a operar.
A capacidade total instalada para produção de etanol é projetada em 40,7 bilhões de litros. Para chegar a ela, os responsáveis pelo relatório registraram o maior volume produzido em um dia de um período determinado de duas semanas, de acordo com as informações fornecidas pelas próprias usinas, e assumiram que todas as unidades da região centro-sul poderiam manter esta produção durante toda safra.
Segundo a análise, tanto o número de usinas quanto a capacidade de produção de etanol devem se manter em 2014.

O consumo está estimado em 23,67 bilhões de litros, o que corresponde a um crescimento de 10%, ainda relacionado aos melhores preços e à venda de veículos flex fuel. Apesar de o crescimento da frota flex não garantir sozinho a maior demanda por etanol, já que ela está ligada à relação entre os preços dos combustíveis, o documento trabalha com a manutenção das vendas dos veículos flex em 80% da frota até 2020.
Já a exportação deve subir para 3 bilhões de litros de etanol e o ano chegará ao fim com estoque de 5,75 bilhões de litros.
Além de apresentar as estimativas para este e para o próximo ano, o documento apresenta o mandato brasileiro para o uso de etanol anidro e a Medida Provisória 615, que concede subvenção econômica aos produtores nordestinos afetados pela seca, além da tributação sobre o etanol e os veículos flex fuel, as linhas de créditos disponíveis para o setor e os contratos de fornecimento do biocombustível.
O relatório pode ser lido na íntegra aqui.
Vivian Faria – NovaCana
Na previsão do USDA:
- Quanto de etanol o Brasil deve exportar em 2013 e 2014
- Volume que o Brasil importará este ano
- Total de etanol disponível no mercado, considerando os estoques e as importações
- Quantas usinas devem fechar e começar a operar no Brasil
- O crescimento do mercado
O Departamento de Agricultura norte-americano (USDA, na sigla em inglês), publicou em setembro, relatório com diversas previsões para o mercado sucroenergético para o ano de 2013.
O Relatório Anual de Biocombustíveis – Brasil 2013 foi publicado na Rede Global de Informações Agrícolas (GAIN, na sigla em inglês) do USDA.
As previsões foram elaboradas pelo escritório de Promoção de Produtos Agroindustriais dos Estados Unidos (ATO, na sigla em inglês), uma das unidades do USDA no Brasil. A instituição informou que fez todos os ajustes para exibir suas previsões para o ano-civil.
A produção de etanol carburante do país deve chegar a 23,72 bilhões de litros em 2013, volume 14% superior ao que o documento registra como total produzido no ano passado.
Para compor a quantidade total de álcool combustível a ser ofertada no mercado brasileiro este ano, são somados ao volume produzido o estoque inicial do ano, de 6,69 bilhões, e o volume importado, que deve ser de 195 milhões de litros.
Deste total, 21,52 bilhões de litros serão consumidos pelo mercado doméstico brasileiro, enquanto 2,8 bilhões serão exportados, principalmente para os Estados Unidos. O crescimento de 15% no consumo interno é justificado pela maior oferta do produto, aliada a preços mais atrativos na bomba e a venda contínua e estável de veículos flex-fuel.
O país terminará o ano com um estoque de 6,28 bilhões de litros do biocombustível.
Produção e consumo de etanol combustível no Brasil 2009-2014

Usinas e capacidade de produção
O documento traz também dados sobre o número de unidades produtoras de etanol no país e a capacidade instalada no país. Com base em dados do Ministério da Agricultura e da Unica, a quantidade de usinas operantes este ano é estimada em 399, nove a menos do que em 2012. O número, porém, não corresponde ao apresentado pelo Mapa (341) ou ao de usinas autorizadas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (340), que apresentam problemas.O texto aponta também que a estimativa é de que 12 unidades fechem as portas ou sejam compradas por outras empresas este ano, enquanto apenas três devem começar a operar.
A capacidade total instalada para produção de etanol é projetada em 40,7 bilhões de litros. Para chegar a ela, os responsáveis pelo relatório registraram o maior volume produzido em um dia de um período determinado de duas semanas, de acordo com as informações fornecidas pelas próprias usinas, e assumiram que todas as unidades da região centro-sul poderiam manter esta produção durante toda safra.
Segundo a análise, tanto o número de usinas quanto a capacidade de produção de etanol devem se manter em 2014.

2014
Para o próximo ano, a perspectiva é de crescimento tanto na oferta quanto na demanda do biocombustível. A produção deve atingir 25,91 bilhões de litros, enquanto a importação deve ser de 240 milhões de litros.O consumo está estimado em 23,67 bilhões de litros, o que corresponde a um crescimento de 10%, ainda relacionado aos melhores preços e à venda de veículos flex fuel. Apesar de o crescimento da frota flex não garantir sozinho a maior demanda por etanol, já que ela está ligada à relação entre os preços dos combustíveis, o documento trabalha com a manutenção das vendas dos veículos flex em 80% da frota até 2020.
Já a exportação deve subir para 3 bilhões de litros de etanol e o ano chegará ao fim com estoque de 5,75 bilhões de litros.
Sobre o relatório
O Relatório Anual de Biocombustíveis foi assinado por Sérgio Barros, especialista agrícola do escritório, mas não corresponde à projeção oficial do USDA para o mercado de biocombustíveis brasileiro. O documento integra os dados usados para a construção dos relatórios mensais Estimativas de Oferta e Demanda Agrícola Mundial e dos relatório de Produção, Mercado e Comércio Global.Além de apresentar as estimativas para este e para o próximo ano, o documento apresenta o mandato brasileiro para o uso de etanol anidro e a Medida Provisória 615, que concede subvenção econômica aos produtores nordestinos afetados pela seca, além da tributação sobre o etanol e os veículos flex fuel, as linhas de créditos disponíveis para o setor e os contratos de fornecimento do biocombustível.
O relatório pode ser lido na íntegra aqui.
Vivian Faria – NovaCana