No quarto mês do ano, a demanda dos motoristas brasileiros por etanol hidratado foi de 1,84 bilhão de litros, valor 2,4% aquém do visto um ano antes, mas alta de 2,3% em comparação com o registrado em março. Neste segundo caso, o resultado segue o movimento sazonal de início da safra de cana-de-açúcar.
Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), entre 1º de abril e 1º de maio, as usinas fabricaram 2,3 bilhões de litros de etanol hidratado. Em uma relação simples, quase 80% deste volume foi consumido em abril.
Com isso, a participação do produto no mercado de combustíveis do ciclo Otto subiu pelo segundo mês consecutivo. No período, 23,9% do volume abastecido em veículos leves foi do biocombustível.
O avanço foi possível porque a demanda por gasolina também caiu. O volume somou 3,94 bilhões de litros em abril, com retração de 2,1% em relação a um ano atrás e de 5,6% no comparativo mensal.
Assim, o consumo de combustíveis do ciclo Otto (em gasolina equivalente) foi de 5,18 bilhões de litros no mês, 3,8% abaixo ao de março e 3,4% inferior a um ano antes.
As informações sobre o andamento do mercado de combustíveis foram inicialmente divulgadas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 29 de maio, mas foram atualizadas na última segunda-feira, 1º.
Nos primeiros quatro meses 2026, o consumo total (também em gasolina equivalente) foi de 20,37 bilhões de litros, com queda anual de 0,8%. Para o etanol hidratado, entretanto, a redução foi bem mais acentuada, de 7%, para 6,81 bilhões de litros.
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