A nova especificação pretendida contempla “as diferentes perspectivas do mercado”
A série de mudanças propostas para se criar uma nova especificação do etanol, conforme o portal NovaCana adiantou no mês passado, foi resultado de reuniões internas onde a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) alcançou um consenso quanto a necessidade de revisão.
Segundo a agência esta necessidade surgiu da evolução do mercado do etanol e pelo conhecimento adquirido pela ANP sobre a comercialização do produto. A nova especificação pretendida contempla “as diferentes perspectivas do mercado”, colhidas durante uma reunião com os agentes da cadeia.
O encontro ocorreu no dia 22 de agosto de 2014 e, afirma a agência, contou com a participação de produtores, operadores logísticos (operadores, transportador dutoviário e aquaviário), distribuidores e integrantes de outras superintendências da reguladora.
Além das mudanças na especificação, através da revisão da resolução 07/2011, a ANP pretende ampliar a atuação dos terminais de etanol, os detalhes sobre as mudanças que afetam a logística estão explicados aqui.
Os detalhes e explicações sobre as mudanças na especificação são apresentados a seguir.
A série de mudanças propostas para se criar uma nova especificação do etanol, conforme o portal NovaCana adiantou no mês passado, foi resultado de reuniões internas onde a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) alcançou um consenso quanto a necessidade de revisão.
Segundo a agência esta necessidade surgiu da evolução do mercado do etanol e pelo conhecimento adquirido pela ANP sobre a comercialização do produto. A nova especificação pretendida contempla “as diferentes perspectivas do mercado”, colhidas durante uma reunião com os agentes da cadeia.
O encontro ocorreu no dia 22 de agosto de 2014 e, afirma a agência, contou com a participação de produtores, operadores logísticos (operadores, transportador dutoviário e aquaviário), distribuidores e integrantes de outras superintendências da reguladora.
Além das mudanças na especificação, através da revisão da resolução 07/2011, a ANP pretende ampliar a atuação dos terminais de etanol, os detalhes sobre as mudanças que afetam a logística estão explicados aqui.
Redução da condutividade elétrica
Entre as alterações propostas na especificação está a redução da condutividade elétrica do etanol. A ANP quer que essa característica caia de 350 micro siemens por metro (µs/m) para até 250 µs/m. A medida visa preservar os automóveis, “tendo em vista que a condutividade eletrolítica dos combustíveis está relacionada ao risco de corrosão dos componentes dos motores dos veículos”.
Conforme a agência, essa mudança não será um problema, pois a maior parte dos produtores já atende ao que está sendo proposto. Um levantamento da Superintendência de Biocombustíveis e de Qualidade (SBQ) para avaliar a condutividade do etanol anidro e hidratado mostrou que apenas 0,6% do produto comercializado no país durante o primeiro semestre de 2014 foi produzido com condutividade elétrica superior a 250 µS/m.

Quando avaliado apenas o etanol hidratado comercializado pelo posto revendedor, o índice sobe para 2,8% considerando a medição realizada ao logo de 18 meses, de janeiro de 2013 a junho de 2014.

Anotação do teor de Enxofre
Uma nova caraterística também deve ser incluída nas especificações, o teor de enxofre. A proposta visa compatibilizar o etanol às exigências aplicadas à gasolina, uma vez que o anidro é adicionado à gasolina e o hidratado é utilizado diretamente no veículo flex.
Desde o início de 2014, a gasolina comercializada no país apresenta no máximo 50 miligramas por quilo (mg/kg) de enxofre total. Esse parâmetro está ligado à corrosão dos componentes dos motores dos veículos, além do aspecto ambiental, relacionado ao nível de emissões de gases poluentes.
Para que se conheça o teor de enxofre presente no etanol, foi adicionada à especificação a indicação de “anotar” mensalmente este parâmetro nos casos de produção nacional e obrigatoriamente em todos os casos de importação do etanol combustível.
Teor de água
O novo texto propõe trocar a unidade usada para definir o teor de água permitido para o etanol anidro e hidratado. A percentagem volumétrica seria alterada para a percentagem mássica. Segundo a agência “não é correto considerar a complementação volumétrica entre teor alcoólico e água, já que, devido à formação de pontes de hidrogênio entre estas moléculas, existe uma contração volumétrica na mistura água-etanol”.
Assim, o teor máximo de água passaria a ser representado em 0,7 (% mássica) para o etanol anidro e 7,5 (% mássica) para o hidratado, “já que o teor alcoólico mínimo especificado para estes álcoois são, respectivamente, de 99,3 (% mássica) e 92,5 (% mássica)”.
Sem pet
Pela nova redação a amostra-testemunha (representativa do volume certificado) não poderá ser armazenada em frasco pet. A medida se alinha com os estudos que demonstram a possibilidade de leves desvios de teor alcoólico nas amostras de etanol armazenadas em pet.
Consulta pública
As alterações estão em consulta publicada até o dia 22 de dezembro, período em que podem ser encaminhados comentários e sugestões. A audiência pública acontece no dia 9 de fevereiro de 2015, das 14h15 às 17h, na sede da ANP no Rio de Janeiro.
Amanda SchArr – NovaCana