O segundo e terceiro lugar do ranking nacional, somados, não alcançam os 49,6% da BYD no acumulado de agosto de 2026
Após crescer e ameaçar as montadoras tradicionais, a BYD está se consolidando em outro segmento da eletrificação no Brasil. A marca chinesa lidera os emplacamentos de ônibus elétricos no país.
Em agosto, a empresa respondeu por quase metade dos emplacamentos. Foram 126 das 254 unidades comercializadas no mês. Esse volume representou uma participação de 49,6% no segmento.
A liderança da BYD se repete no acumulado de janeiro a agosto de 2026. A fabricante contabiliza 301 ônibus elétricos emplacados nos oito primeiros meses do ano. Essa quantidade corresponde a 32,3% do mercado nacional.
Os incentivos ao uso de transportes públicos elétricos são uma das justificativas dos recordes de vendas da companhia. Até o momento, foram emplacados, de diversas marcas, 932 ônibus para circularem exclusivamente com eletricidade.
No mesmo período, em 2025, foram 512 ônibus elétricos emplacados. O aumento foi de expressivos 82,03% em relação ao mesmo período do ano anterior
Metas de descarbonização
O Brasil está no período de transição para a descarbonização (redução do uso de combustíveis fósseis para outras opções mais sustentáveis) com incentivos oriundos das metas estabelecidas na última Conferência das Partes (COP 30).
Além disso, tramita no senado o Projeto de Lei (PL) 1.376/2024, para a obtenção de incentivos fiscais à fabricação de novos ônibus elétricos e exclusão do cálculo do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
São Paulo (SP) possui a maior frota
Ao longo dos últimos anos, a capital paulista investiu na aquisição de frotas de ônibus elétricos com um acumulado de 1.759 ônibus elétricos em operação, de diferentes marcas, consolidando a maior frota elétrica do Brasil. Desse número, ao menos 550 veículos destinados ao transporte público da cidade foram desenvolvidos pela BYD.
Em junho de 2026 e com uma fila de cerca de 7 km de ônibus elétricos ocupando a Marginal Tietê, São Paulo apresentou 500 novos veículos à frota municipal – destes 265 foram fornecidos pela BYD. A administração informou que não investirá mais em ônibus movidos exclusivamente a diesel.
Considerando apenas as 265 unidades entregues nesta etapa, o impacto ambiental seria equivalente ao plantio de mais de 378 mil árvores, segundo a BYD. Pois cada ônibus elétrico pode evitar entre 125 e 204 toneladas de CO2 por ano, dependendo do tipo de operação.
Em novembro de 2023, a Portaria Conjunta SMT/Setram/SF nº 02 determinou “a inclusão de veículos elétricos no Sistema de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros da Cidade de São Paulo” com o objetivo de reduzir os poluentes oriundos dos ônibus.
E, a partir de 2024, a Portaria Conjunta nº 4 determinou que a SPTrans tornasse público os preços praticados pelos fornecedores de ônibus elétricos a cada seis meses.
No início de setembro de 2026, a BYD indicou que o modelo mais barato de ônibus elétrico é o BYD BC10LE 19.410, no valor de R$ 1.998.750,00 e o mais caro: BYD BC22LE 41.820 HR por R$ 4.177.200,00.
Recentemente, a BYD fabricou o milésimo chassi de ônibus elétricos no Brasil com o modelo BC10LE. A marca segue com o ritmo de fabricar 30 unidades, por semana, e pretende atender uma boa fatia da eletrificação no transporte público.