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Banco Pine: clima deve favorecer produção de cana em junho

chuva-120116De acordo com análise do Banco Pine, o clima no Brasil passou a ser fator de alta para a produção de cana

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A previsão inicial de que as chuvas continuariam acima da média em junho mudaram segundo análise do Banco Pine. O economista da instituição, Lucas Brunetti, indica que “as previsões meteorológicas se alteraram violentamente [nas últimas duas semanas de maio]”.

Mesmo com as fortes chuvas durante o último mês, ele assinala que várias regiões canavieiras ficaram sem chuvas ao final da segunda quinzena de maio. Além de se refletir nos resultados da quinzena, o esperado início chuvoso de junho também se alterou para uma perspectiva de chuvas abaixo da média para o período.

A previsão inicial de que as chuvas continuariam acima da média em junho mudaram segundo análise do Banco Pine. O economista da instituição, Lucas Brunetti, indica que “as previsões meteorológicas se alteraram violentamente [nas últimas duas semanas de maio]”.

Mesmo com as fortes chuvas durante o último mês, ele assinala que várias regiões canavieiras ficaram sem chuvas ao final da segunda quinzena de maio. Além de se refletir nos resultados da quinzena, que devem ser divulgados pela Unica até o início da próxima semana, o esperado início chuvoso de junho também se alterou para uma perspectiva de chuvas abaixo da média para o período.

“O clima que era previsto seria prejudicial para a moagem de junho, porém, já se inverteu e deve favorecer a moagem, o incremento do ATR e o aumento do mix açucareiro. Ou seja, o clima no Brasil [para os produtos de cana-de-açúcar] passou de um fator bullish [alta nos preços] para bearish [queda nos preços] rapidamente”, explica o economista.

Em matéria publicada na última semana sobre as estimativas para a safra 2017/18, o economista do Banco Pine já havia assinalado que o clima associado a outros fatores, como a aquisição de fertilizantes pelo setor, já dava indicativos positivos em relação aos parâmetros de produtividade de cana.

Até o momento, o Banco Pine estima uma moagem de 575 milhões de toneladas de cana, mas a instituição já sugere que novos indicadores vindos do campo podem elevar as projeções em 10 milhões de toneladas.

Resultado da 2ª quinzena de maio

Sobre o resultado da última quinzena, o banco aponta que as fortes chuvas acabaram derrubando a colheita na região Centro-Sul e, consequentemente, a moagem quinzenal. No entanto, esse efeito não foi percebido no ATR da cana ou no mix de açúcar da produção nas usinas, que caíram apenas “suavemente” de acordo com o relatório.

Dessa forma, a moagem, segundo a projeção do Pine, deve ficar abaixo dos 32 milhões de toneladas de cana na segunda quinzena de maio. Já a sacarose retirada da cana deve orbitar próximos aos 121 kg/ton de cana na quinzena. Por sua vez, a produção de açúcar deverá ser de aproximadamente 1,69 milhões de toneladas. Já para o etanol, o banco projeta uma a destilação total de 1,22 bilhão de litros, sendo 500 milhões de anidro e 720 milhões de hidratado.

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