No primeiro trimestre do ano, as exportações em contêiner cresceram 20% em relação à 2015. Já o volume de açúcar que saiu do país à granel cresceu 11%
Como maior exportador de açúcar do mundo, centenas de navios são enviados anualmente pelo mundo todo cheios do produto. Armazenado nos porões, esse açúcar bruto será processado em refinarias nos países de destino. Mas nem todos os compradores de açúcar tem refinarias ou precisam de uma quantidade tão grande do produto. Nesses casos a alternativa para o exportador são os contêineres, que não só atendem uma demanda menor como servem para transportar açúcar com maior valor agregado sem correr riscos.
E esse mercado, que não é pequeno, vem crescendo e ocupou 9% de todo o açúcar exportado em 2015. E mais, só no primeiro trimestre de 2016, a modalidade já apresentou crescimento de 20% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Confira a seguir:
- Ranking das 50 empresas que mais exportaram via contêiner no 1º trimestre de 2016.
- Comportamento do mercado de 2012 a 2015 e resumo das exportações no último ano.
- Dados da exportação de açúcar via contêiner nos primeiros meses do ano.
- Principais mercados destinos para essa modalidade de exportação.
Como maior exportador de açúcar do mundo, centenas de navios são enviados anualmente pelo mundo todo cheios do produto. Enviado nos porões, esse açúcar será processado em refinarias depois que chegar ao país de destino. Mas nem todos os compradores de açúcar tem refinarias ou precisam de uma quantidade tão grande do produto. Nesses casos a alternativa para o exportador são os contêineres, que não só atendem uma demanda menor como servem para transportar açúcar com maior valor agregado sem correr riscos.
E esse mercado, que não é pequeno, vem crescendo. No primeiro trimestre de 2016, saíram dos portos brasileiros via contêineres um pouco mais de 519,17 mil toneladas de açúcar – o número representa um crescimento de 20% na comparação igual intervalo de 2015 quando, segundo a agência marítima Williams Brasil, 431,91 mil toneladas foram registradas.
O pico de exportações de açúcar em contêiner no período foi em fevereiro, com 185,83 mil toneladas. Janeiro foi o mês em que esse tipo de embarque registrou o menor volume, com 152,14 mil toneladas. Comparado com o ano anterior, o total exportado de açúcar via modalidade de contêiner em janeiro de 2016 foi 40% maior do que no mesmo mês de 2015.

Em termos de representação no mercado de exportação da commodity, a modalidade por contêiner representou 8,2% de todo o açúcar que saiu do Brasil no primeiro trimestre do ano. No mesmo período em 2015 esse percentual era de XX%. Enquanto o mercado a granel cresceu 11,2% o mercado por contêiner cresceu 20%.

No primeiro trimestre do ano, as exportações em contêiner cresceram 20% em relação à 2015. Já o volume de açúcar que saiu do país à granel cresceu 11%
A responsável pelo departamento de line up da Williams, Kenya Maciel, explica que as exportações da commodity diretamente nos porões dos navios (à granel) são, em quase sua totalidade, enviadas para países que são capazes de refinar o açúcar e produzi-lo de acordo com seus parâmetros ou com a legislação local. Por essa razão, nesses casos, é interessante para os compradores obterem a maior quantidade possível de açúcar bruto a ser refinado no destino e o embarque do açúcar nos porões dos navios se torna mais vantajoso.
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Segundo informações da Rumo Logística, que apenas exporta açúcar à granel como matéria-prima, o transporte em contêineres é geralmente realizado para produtos prontos para consumo. Isso se deve ao fato de que o transporte em contêiner oferece uma garantia maior de conservação, como mais proteção contra a umidade, o que não acontece nos porões dos navios.
Dessa forma, o embarque em contêineres se torna uma alternativa complementar aos embarques à granel ao atender a comercialização de produtos com maior valor agregado.
Além disso, ainda permite a negociação com players menores. “Países que não têm capacidade de refino, geralmente os países africanos, dificilmente demandam cargas que aproveitam todo o potencial de um navio cargueiro”, aponta Kenya.
O transporte em contêineres, segunda ela, é uma possibilidade para que produtores, traders e compradores finais possam negociar diretamente pequenas quantidades, inviáveis para o fechamento de um navio. “Além disso, permite o alcance a portos com menor infraestrutura, que não podem receber grandes navios cargueiros”, pontua.
De acordo com a Williams Brazil, o Iêmen foi o principal comprador nos três primeiros meses do ano – responsável por 16,7% do total de açúcar que saiu via contêineres, o equivalente a 86,91 mil toneladas. Na sequência estão Mianmar, com 83,82 mil toneladas e 6,1% das exportações e o Sri Lanka, com 52,42 mil toneladas (10,1%).
O maior volume foi escoado pelo Porto de Santos, de onde saíram 474,43 mil toneladas, ou 91,3% do total. Logo em seguida vem o Porto de Paranaguá, com 26,15 mil toneladas (5% do total).
Maiores exportadoras
Entre as informações fornecidas pela Williams, está o levantamento das quantidades que cada empresa exportadora brasileira mandou de açúcar para o exterior via portos via contêiner.
Nos primeiros três meses do ano, o grande destaque dessa modalidade de transporte foi a Coopersucar, com 103,74 mil toneladas de açúcar saindo do país via contêiner - quase 20% do total no período.
Logo atrás nesse ranking, estão a trading VA&E do Brasil com 53,595 mil todeladas e a Usina Alto Mogiana com 43,785 mil toneladas.
Em detalhe
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Marina Gallucci – NovaCana
