Milho

Para IBGE, safra 2021 deixa de ter estimativa recorde após impacto do clima sobre milho


Agência Estado - 09 set 2021 - 11:30

A expectativa de uma colheita menor da segunda safra de milho foi a principal responsável pela revisão para baixo da safra nacional de 2021, segundo os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de agosto, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A safra total nacional será de 251,7 milhões de toneladas este ano, 1% abaixo do registrado no ano passado. A expectativa anteriormente divulgada pelo IBGE era de que a safra 2021 seria 0,8% maior do que a do ano passado, o que seria um recorde histórico.

Em agosto, a revisão mais relevante foi na estimativa de produção da segunda safra de milho, que passou para 61,7 milhões de toneladas, declínio de 5,2% em relação ao mês anterior ou 3,4 milhões de toneladas a menos.

“O plantio fora da época ideal e o clima extremamente seco para o período, sobretudo a falta de chuvas durante fases sensíveis do ciclo produtivo, foram os principais fatores que contribuíram para o decréscimo da produção. As geadas também prejudicaram a cultura”, informou o IBGE.

O IBGE detalhou que houve reduções de julho para agosto nas estimativas de produção da segunda safra de milho em diversas unidades da federação, especialmente Bahia (-11,3%), Minas Gerais (-26,5%), Paraná (-3,1%) e Mato Grosso do Sul (-24,7%).

Com isso, a segunda safra de milho será 19,4% menor do que a registrada no ano passado, embora a área plantada tenha aumentado em 8,5%.

Além do milho, houve redução de julho para agosto nas estimativas para a safra de sorgo (-6% ou 151,4 mil toneladas a menos), do feijão 1ª safra (-4,8% ou 58,2 mil toneladas a menos), do feijão 2ª safra (-3,1% ou 30,5 mil toneladas), do trigo (-2,3% ou 189,4 mil toneladas), da aveia (-1,1% ou 11,4 mil toneladas), e do café arábica (-0,4% ou 8,5 mil toneladas).

Em compensação, houve variações positivas nas estimativas de produção do feijão 3ª safra (4,0% a mais em relação ao previsto em julho, ou 21,5 mil toneladas a mais), soja (0,3% ou 341,0 mil toneladas) e cevada (0,1% ou 600 toneladas).

Bruno Villas Bôas


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