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Milho

Projeto que desenvolve aparelho portátil para avaliação da qualidade do milho é testado

Fazu acompanha nova tecnologia que contribuirá para realização de análises de diversos parâmetros do cereal


G1 - 20 dez 2021 - 14:59

A Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu) acompanha um projeto que desenvolve um equipamento portátil para avaliação da qualidade de grãos de milho. A pesquisa visa a adaptação e validação da tecnologia de espectrômetros de infravermelho próximo (NIR).

A iniciativa é financiada pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), IOTIC Consultoria e o Polo de Inovação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM).

“Parte dos experimentos na cultura do milho já estão sendo conduzidos na estação de pesquisa da Ubyfol e terá duração de seis meses”, disse a professora doutora Thaís Bean, que acompanha o projeto.

De acordo com o pesquisador responsável pelo projeto do Polo de Inovação IFTM, o professor doutor Hamilton César Charlo, a nova tecnologia contribuirá para realização de análises de diversos parâmetros do milho, de forma simultânea e instantânea, sem destruição das amostras ou plantas.

“A inovação dispensa do uso de reagentes químicos nocivos ao meio ambiente e possui custo relativamente baixo quando comparada às metodologias tradicionais de laboratório”, explicou.

Essa tecnologia, atualmente, é amplamente empregada na indústria farmacêutica, com diversas finalidades, como por exemplo, identificação de matérias-primas, de homogeneidade das misturas, no monitoramento de processos de secagem, compactação e compressão, dentre outras aplicações

Na área agronômica ela ainda é pouco utilizada, sobretudo pela falta de pesquisas que associem a utilização da tecnologia com experimentos agronômicos de campo.

O desenvolvimento de um equipamento portátil com a tecnologia NIR, devidamente adaptado e validado para aplicações agrícolas, permitirá, entre outras utilidades, a análise simultânea de vários parâmetros de forma não destrutiva das amostras ou plantas, além de ter alta velocidade de processamento das informações e rápido fornecimento de resultados quantitativos.

“Os resultados do projeto podem ser de grande impacto, pois à medida que produtores e empresas têm métodos mais eficientes de monitoramento das culturas ou da qualidade da matéria-prima haverá, por consequência, maior eficiência nos processos produtivos, menores perdas e redução de custos de produção”, disse Charlo.

Para o professor Matheus Alves, responsável pelo geoprocessamento e georreferenciamento do projeto, é gratificante integrar a equipe de pesquisa. “É uma tecnologia com alto potencial, muitos agricultores, pesquisadores e profissionais da área serão beneficiados com este projeto”, enfatiza Alves.


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