Milho

Preço do milho consolida perdas semanais na bolsa brasileira

Contratos negociados em Chicago caíram na sexta-feira, mas acumularam ganhos na semana


Notícias Agrícolas - 14 jun 2021 - 07:25

Os preços do milho novamente recuaram no mercado físico brasileiro nesta sexta-feira, 11. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas valorizações em nenhuma das praças.

Já as desvalorizações apareceram apenas em Marechal Cândido Rondon (PR), Pato Branco (PR), Campo Novo do Parecis (MT), Brasília (DF), Dourados (MS), Eldorado (MS) e Cândido Mota (SP).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “de maneira gradativa e ainda incipiente, surgem algum volume ofertado de milho no Brasil Central. Isto não tem dado cadência ao fluxo de negócio até o momento, mas merece atenção”.

A análise da Agrifatto Consultoria acrescenta que, “em Campinas (SP), os preços da saca no físico se aproximam de R$ 95 com a melhora da oferta regional”.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, o preço médio do milho caiu, passando de R$ 85,89 para R$ 85,65, redução de 0,28%, de acordo com o último boletim divulgado pela Emater-RS no final da tarde de quinta-feira.

B3

Os preços futuros do milho consolidaram recuos neste último dia da semana na bolsa brasileira B3. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,97% e 1,49% ao final da sexta-feira.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à R$ 92,40 com desvalorização de 1,49%; o setembro de 2021 valeu R$ 94,98 com baixa de 1,37%; o novembro de 2021 foi negociado por R$ 96,50 com queda de 0,97%; e o janeiro de 2022 teve valor de R$ 98,20 com perda de 1,22%.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam baixas de 2,98% para o julho de 2021, de 2,25% para o setembro de 2021, de 1,73% para o novembro de 2021 e de 1,95% para o janeiro de 2022 na comparação com a sexta-feira anterior, 4.

milho preco b3 140621

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 está se acomodando, uma vez que o rimo de colheita deve se acelerar nos próximos dias e que novas chuvas foram contabilizadas em algumas regiões produtoras.

“Temos lavouras diversas. A Conab reduziu a projeção da safra em 10 milhões de toneladas e o mercado também aponta para isso, mas fica desconfiado porque algumas lavouras que estão sendo colhidas vêm com números maiores do que estava projetado, com as grandes perdas aparecendo em julho e muita dúvida na safra”, explica Brandalizze.

Mercado externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) finalizou a sexta-feira acumulando perdas para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 6 e 14,5 pontos ao fim do último dia da semana.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à US$ 6,84 com desvalorização de 14,5 pontos; o setembro de 2021 valeu US$ 6,29 com baixa de 8,5 pontos; o dezembro de 2021 foi negociado por US$ 6,09 com queda de 6,75 pontos; e o março de 2022 teve valor de US$ 6,16 com perda de 6 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 2,15% para o julho de 2021, de 1,41% para o setembro de 2021, de 1,14% para o dezembro de 2021 e de 0,96% para o março de 2022.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam ganhos de 0,29% para o julho de 2021, de 3,80% para o setembro de 2021, de 3,05% para o dezembro de 2021 e de 3,01% para o março de 2022.

milho preco cbot 140621

Segundo informações da agência Reuters, os preços futuros de milho nos Estados Unidos diminuíram devido a preocupações sobre a demanda por matérias-primas de combustível renovável, após notícias de que a Casa Branca estava considerando oferecer aos refinadores de combustível um alívio dos mandatos de mistura de biocombustíveis.

O relatório da Reuters de que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos estava ponderando maneiras de fornecer alívio às refinarias de petróleo acelerou a pressão de realização de lucros no final da semana, uma vez que os meteorologistas mostraram algumas chuvas que aumentaram as safras em partes do Meio-Oeste e Planícies do Norte dos Estados Unidos.

“As notícias do biocombustível assustaram o mercado. Você tem algumas chuvas nas Dakotas e o óleo de palma caiu 4% a 5% durante a noite. Isso tudo está pesando sobre os preços”, disse o corretor agrícola sênior da Daniels Negociação, Craig Turner.

Guilherme Dorigatti


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