Milho

Preço do milho cai na B3 nesta segunda-feira e segue com tendência de baixa

Valor em Chicago tem recuo com novas chuvas no cinturão do milho


Notícias Agrícolas - 22 jun 2021 - 07:39

A segunda-feira, 21, trouxe preços do milho mais fracos no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as únicas valorizações foram percebidas em Cascavel (PR) e Luís Eduardo Magalhães (BA).

Já as desvalorizações apareceram nas praças de Ponta Grossa (PR), Brasília (DF), Dourados (MS), Cândido Mota (SP), Itapetininga (SP), Campinas (SP), Porto Paranaguá (PR).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “o ritmo dos negócios esteve mais lento no final da semana anterior no mercado físico do milho em São Paulo. A colheita avança no Brasil Central, enquanto o clima nos Estados Unidos esteve mais favorável nos últimos dias”.

A análise da Agrifatto Consultoria acrescenta que, “o mercado físico de Campinas (SP) segue registrando maior fluidez nos negócios, assim o preço do milho rompeu o patamar dos R$ 90 por saca e já tem como referência os R$ 89 saca”.

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que a comercialização de milho está enfraquecida no Brasil. “Esse cenário se deve ao menor interesse de compradores, que, agora, têm expectativas de quedas ainda mais intensas nos preços, fundamentados na proximidade da colheita e na desvalorização nos portos brasileiros”, afirma.

Do lado produtor, o Cepea aponta que, apesar de muitos não terem necessidade de vender o milho para fazer caixa, eles temem que o movimento de queda dos preços se intensifique: “Com isso, parte tenta negociar lotes remanescentes da temporada 2020 de 2021 ou da safra verão”.

Na semana passada, o Indicador Esalq/BM&FBovespa voltou a operar abaixo de R$ 90 por saca, fechando a R$ 89,87 na sexta-feira, 18, com forte queda de 10,2% na parcial de junho.

B3

Os preços futuros do milho começaram a semana caindo na bolsa brasileira B3. As principais cotações registram movimentações negativas entre 0,59% e 2,27% ao final da segunda-feira.

O vencimento em julho de 2021 foi cotado à R$ 83,20 com perda de 0,95%; o setembro de 2021 valeu R$ 83,90 com desvalorização de 2,27%; o novembro de 2021 foi negociado por R$ 85,70 com queda de 1,49%; e o janeiro de 2022 teve valor de R$ 88,29 baixa de 0,59%.

Para o analista de mercado da Agrinvest, Marcos Araújo, o momento de mais alta nas cotações do milho no Brasil já passaram e agora existe um viés de baixa para o cereal, em meio à aceleração dos trabalhos de colheita no país.

Como exemplo deste espaço de queda, o analista cita a diferença entre a cotação para setembro de 2021 no porto e na B3. Enquanto os negócios para exportação estão ao redor dos R$ 73 a saca, a bolsa brasileira é negociada próxima de R$ 84, deixando cerca de R$ 10 para desvalorização da saca.

O Ministério da Economia divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas durante as três primeiras semanas do mês de junho.

Nestes 13 dias úteis do mês, o Brasil exportou 2,12 mil toneladas de milho não moído. Este volume representa 15,2% do total contabilizado durante o último mês de maio todo (13,92 mil t) e é apenas 0,67% de tudo o que foi registrado durante junho de 2020 (312,21 mil t).

Já o preço por tonelada obtido registrou elevação de 581,9% no período, saindo dos US$ 163 no ano passado para US$ 1.111,5 neste mês de junho.

Mercado externo

A bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a segunda-feira flutuando em campo misto para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações entre 9,25 pontos negativos e 4 pontos positivos ao final do primeiro dia da semana.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à US$ 6,59 com elevação de 4 pontos; o setembro de 2021 valeu US$ 5,71 com baixa de 6,25 pontos; o dezembro de 2021 foi negociado por US$ 5,57 com desvalorização de 9,25 pontos; e o março de 2022 teve valor de US$ 5,64 com queda de 9,25 pontos.

Esses índices representaram alta, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 0,61% para o julho de 2021, além de perda de 1,04% para o setembro de 2021, de 1,59% para o dezembro de 2021 e de 1,57% para o março de 2022.

Segundo informações da agência Reuters, os futuros do milho foram mais baixos, já que as chuvas no cinturão central do milho aumentaram as perspectivas da safra.

“Tivemos muita chuva no fim de semana em algumas áreas. Embora isso certamente seja benéfico, as previsões de longo prazo ficaram um pouco mais secas, especialmente na metade oeste do cinturão do milho, disse o estrategista-chefe de agricultura do grupo Zaner, Ted Seifried.

“É o clima que é a força motriz hoje. Cerca de 50% do cinturão do milho recebeu chuva”, acrescenta Don Roose, da US Commodities.

Guilherme Dorigatti Borges


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