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Preço do milho cai na B3 nesta quarta-feira e inicia tendência de baixa, diz Brandalizze

Analista aponta que avanço das colheitas e aumento das importações podem ampliar a oferta e pressionar cotações após mercado atingir o teto


Notícias Agrícolas - 29 jul 2021 - 07:26

Na bolsa brasileira B3, a quarta-feira foi de leves recuos para os preços futuros do milho, com os contratos do cereal devolvendo parte dos ganhos acumulados nos últimos dias.

O vencimento em setembro de 2021 foi cotado à R$ 101,59 com desvalorização de 0,93%; o novembro de 2021 valeu R$ 101,90 com perda de 0,88%; o janeiro de 2022 foi negociado por R$ 102,40 com baixa de 0,82%; e o março de 2022 teve valor de R$ 102,19 com queda de 0,72%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a colheita da segunda safra começa a ganhar ritmo em muitos dos estados brasileiros e esses novos volumes entrando no mercado vão pressioná-lo.

Outro ponto destacado por Branadalizze é que as importações de milho no Brasil estão crescendo com o cereal chegando nos portos nacionais abaixo de R$ 90 por saca e ajudando a aumentar a oferta nos próximos dias.

“A B3 mostra uma tendência de baixa e podemos entrar nos primeiros dias de agosto com os preços em queda. As cotações não vão despencar porque este é um ano de mercado firme, mas o mercado já subiu ao teto e vamos ter essa pressão de baixa com muito milho chegando”, diz.

O analista ainda relata que a safra brasileira veio com potencial produtivo de 90 milhões de toneladas e existia a expectativa de perda de 30 milhões, fechando a produção em 60 milhões de toneladas. Porém, existe a possibilidade de a produção ficar em 65 milhões, com perdas menores do que o esperado.

Mercado físico

O mercado físico do milho brasileiro seguiu em alta nesta quarta-feira, mas começou a apresentar as primeiras quedas dos últimos dias em algumas das praças pesquisadas. No levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, Tangará da Serra (MT) e Campo Novo do Parecis (MT) já registraram recuos.

Por outro lado, Ubiratã (PR), Castro (PR), Pato Branco (PR), Palma Sola (SC), Maracaju (MS) e Campo Grande (MS) continuaram a contabilizar valorizações nos preços da saca.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, as cotações do mercado físico do milho vinham seguindo firmes nesta semana, mas a colheita em todo vapor na América do Sul já deixava o produtor cauteloso com o clima e o dólar e negociando apenas volumes mínimos.

No Mato Grosso do Sul, por exemplo, os preços terminaram a última semana estáveis em R$ 88,13 enquanto a colheita segue atrasada, com apenas 4,1% finalizados, e as lavouras acumulando prejuízos com o clima, o que levou a Famasul a classificar apenas 1% das áreas como em boas condições.

Já em Goiás, com a colheita chegando aos 20%, o Ifag apontou que a saca do milho subiu R$ 1,99 na semana chegando aos R$ 79,20 na média estadual.

Mercado externo

Já os preços internacionais do milho futuro começaram o dia em campo misto e próximos da estabilidade, mas passaram a subir na bolsa de Chicago (CBOT) ao longo da quarta-feira.

O vencimento em setembro de 2021 foi cotado à US$ 5,49 com elevação de 0,5 ponto; o dezembro de 2021 valeu US$ 5,49 com alta de 2,75 pontos; o março de 2022 foi negociado por US$ 5,56 com valorização de 3 pontos; e o maio de 2022 teve valor de US$ 5,60 com ganho de 2,75 pontos.

Esses índices representaram elevações em comparação com a última terça-feira, 28, de 0,18% para o setembro de 2021, de 0,55% para o dezembro de 2021, de 0,54% para o março de 2022 e de 0,36% para o maio de 2022.

Segundo informações da agência Reuters, os futuros do milho de Chicago se firmaram, mas o comércio ficou agitado, já que os corretores pesaram os temores de uma queda nas avaliações da safra contra as previsões de temperaturas mais amenas na próxima semana e a lenta demanda de exportação para suprimentos dos Estados Unidos.

Segundo a reportagem, os participantes do mercado aguardavam novas orientações. As condições de seca que afetam partes do cinturão de safra do Meio-Oeste deram suporte aos preços. “As safras dos EUA estão no auge, com agosto quase chegando, e assim o clima do Meio-Oeste começa a assumir maior importância”, disse o diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank of Australia, Tobin Gorey.

Guilherme Dorigatti


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