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Preço do milho começa o mês subindo na B3, refletindo problemas com a safra


Notícias Agrícolas - 02 jul 2021 - 07:31

Nesta quinta-feira, 1º, os preços do milho novamente subiram no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Não-Me-Toque (RS), Panambi (RS), Ubiratã (PR), Londrina (PR), Cascavel (PR), Castro (PR), Marechal Cândido Rondon (PR), Pato Branco (PR), Palma Sola (SC), Primavera do Leste (MT), Itiquira (MT), Brasília (DF), Eldorado (MS), Cândido Mota (SP) e no porto de Paranaguá (PR).

De acordo com a análise da Agrifatto Consultoria, no mercado físico, o milho volta a se valorizar nas principais praças do Brasil. “Em Campinas (SP), o grão é comercializado na casa dos R$ 88 por saca. A alta do dólar e a posição dos agentes diante das geadas registradas contribuem para esse movimento”, afirma.

Ainda nesta quinta-feira a StoneX refez seus cálculos e divulgou nova estimativa de produção para a segunda safra de milho no Brasil. O último número apresentado era de 62 milhões de toneladas, mas agora a empresa trabalha com 60,45 milhões de toneladas, uma queda de 2,5%.

De acordo com a consultoria, o clima tem penalizado a safra de milho. Além disso, as geadas que recentemente atingiram o Mato Grosso do Sul e o Paraná podem ter prejudicado o potencial produtivo, reduzindo ainda mais o cenário de disponibilidade do cereal.

B3

Os preços futuros do milho começaram o mês contabilizando ganhos na bolsa brasileira B3. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 2,01% e 2,88% ao final da quinta-feira.

O vencimento em julho de 2021 foi cotado à R$ 91,20 com elevação de 2,01%; o setembro de 2021 valeu R$ 93,95 com alta de 2,88%; o novembro de 2021 foi negociado por R$ 95,05 com valorização de 2,87%; e o janeiro de 2022 teve valor de R$ 96,27 com ganho de 2,14%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, todas as geadas que atingiram as lavouras de Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Goiás e Minas Gerais contribuíram para os vendedores sumirem do mercado, puxando o preço na B3 acima de R$ 90.

“Só no Paraná, a geada dessa semana levou a uma queda de produção de mais de 3 milhões de toneladas, além do que já tinha sido perdido antes. Então, é uma safra muito comprometida”, diz.

Brandalizze destaca ainda que, em função da alta em Chicago, o mercado que antes dava condições de importação de milho abaixo de R$ 90 já voltou ao patamar de R$ 102, o que dá novo espaço para a B3 subir e buscar novamente os R$ 95.

“O mercado do milho se valorizou muito e dificilmente vai despencar porque temos uma safra muito comprometida, o que é um fator favorável para quem consegue ter milho”, comenta o analista.

O Ministério da Economia divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas durante o mês de junho.

Em 21 dias úteis, o Brasil exportou 92,17 mil toneladas de milho não moído. Este volume ultrapassou o total contabilizado durante maio (13,92 mil t) em 562%. Porém, no comparativo anual, o país embarcou apenas 29,52% de tudo o que foi registrado durante junho de 2020 (312,21 mil t).

Mercado externo

Já os preços internacionais do milho futuro perderam força ao longo do dia e encerraram a quinta-feira operando em campo misto. As principais cotações registraram movimentações entre 0,5 ponto negativo e 2,5 pontos positivos ao final do dia.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à US$ 7,19 com queda de 0,25 ponto; o setembro de 2021 valeu US$ 6,01 com elevação de 2,5 pontos; o dezembro de 2021 foi negociado por US$ 5,89 com ganho de 0,5 ponto; e o março de 2022 teve valor de US$ 5,95 com perda de 0,5 ponto.

Ante o fechamento da última quinta-feira, esses índices representaram baixa de 0,14% para o julho de 2021, mas marcaram altas de 0,33% para o setembro de 2021 e de 0,17% para o dezembro de 2021, além de estabilidade para o março de 2022.

Segundo informações da consultoria Agrinvest, tudo indica que a oferta seguirá apertada, porém, os altos preços do grão começam a ter impactos do lado da demanda. “As vendas semanais americanas confirmam que os grãos estão pouco competitivos no mercado internacional, especialmente o milho. O grão americano perde hoje para a Argentina e Ucrânia, reduzindo drasticamente o interesse dos principais importadores”, aponta.

De acordo com os dados trazidos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta quinta-feira, as vendas semanais da safra 2020/21 foram de apenas 15 mil toneladas, enquanto o mercado esperava algo entre o cancelamento de 100 mil e a venda de 400 mil toneladas do cereal.

Os Estados Unidos ainda venderam mais 67,6 mil toneladas de milho da safra 2021/22, abaixo do intervalo esperado pelo mercado de 150 mil a 650 mil toneladas.

Guilherme Dorigatti


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