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Milho

Oferta escassa de milho promove altas em Chicago e na B3 nesta quarta-feira


Notícias Agrícolas - 15 jul 2021 - 07:17

Nesta quarta-feira, 14, os preços do milho terminaram o dia na Bolsa de Chicago com altas de mais de 3% entre os principais contratos, ou registrando altas de 6 a 18 pontos. O dezembro, referência para a safra americana, encerrou a sessão valendo US$ 5,58 por bushel.

Na mira do mercado: o clima no cinturão do milho. As condições desfavoráveis para este local têm sido o principal combustível para as cotações. As previsões para os próximos dias nos EUA, nas regiões produtoras mais a noroeste do país, indicam chuvas abaixo da média e temperaturas acima, motivando a continuidade das altas.

Como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, apesar da leve melhora de um ponto percentual nas lavouras em boas ou excelentes condições pelo último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), “a safra segue perdendo potencial produtivo e tem um clima pela frente que pode trazer tempo seco e quente e derrubar ainda mais a qualidade nos próximos dias”.

Mercado brasileiro

Na B3, os futuros do cereal começaram o dia em campo negativo, sentindo a pressão acentuada do dólar, porém os preços voltaram a subir e fecharam a quarta-feira com altas no mercado futuro brasileiro, acompanhando as elevações de Chicago. O vencimento em setembro de 2021 subiu 1,45%, para terminar o dia com R$ 97,30, e o março de 2022 teve alta de 1,24%, para R$ 98,20.

Além de uma oferta já bastante restrita, o mercado nacional acompanha prejuízos que ainda estão sendo contabilizados nas principais regiões produtoras em função das adversidades climáticas e do ritmo lento da colheita da segunda safra. Assim, o volume de negócios também é bastante limitado.

“Os preços tendem a permanecer firmes, com vendedores ainda retraídos e consumidores adquirindo apenas o necessário”, explicam os analistas de mercado da agência Safras & Mercado.

Assim, mais uma vez os preços do milho voltaram a subir no interior do Brasil. Os ganhos chegaram a 5,48%, como foi o caso de Campo Novo do Parecis (MT), onde a saca do grão terminou o dia a R$ 77. Nas praças da região Sul, as referências seguem entre R$ 86 e R$ 92 por saca. Em Campo Grande (MS), o indicativo subiu 4,76%, para R$ 88.

Carla Mendes


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