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Milho recua na B3 de olho na importação, mas preços sobem no interior do Brasil


Notícias Agrícolas - 13 jul 2021 - 07:32 - Última atualização em: 13 jul 2021 - 10:34

A segunda-feira, 12, foi de altas para os futuros do milho negociados no Brasil e na bolsa de Chicago, resultando também em preços mais altos no interior do país.

As altas chegaram a marcar 3,33%, como foi o caso de Castro (PR), onde o milho encerrou o dia a R$ 93 por saca. Do mesmo modo, o grão subiu mais de 1% em outras praças paranaenses, de Mato Grosso do Sul e do Rio Grande do Sul. Já em Mato Grosso e Goiás, os preços permaneceram estáveis, assim como no interior de São Paulo, onde a referência de Campinas foi mantida em R$ 102.

Nos portos, os indicativos também permaneceram estáveis, com R$ 80 para o milho disponível em Paranaguá e R$ 100 para Santos em setembro de 2021.

O limitador das cotações no mercado interno foi a baixa do dólar, de mais de 1% neste início de semana, levando a moeda americana de novo abaixo dos R$ 5,20. Ao lado da questão cambial, os preços do milho importado também pesam e os futuros do cereal cederam na B3 nesta segunda.

“Na semana passada, o milho estava custando de R$ 98 a R$ 102 para importar; e com o dólar em baixa nesta segunda já se falava entre R$ 95 e R$ 98. É por isso que a B3 estava colocando as cotações variando em uma faixa bem próxima do que a exportação líquida. Mas quem vai ditar o rumo disso é o custo desse milho importado que vai chegar”, explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

O especialista afirma ainda que os negócios são apenas pontuais, sem grandes volumes sendo negociados. “Mas a cotação, em muitos lugares, chega próximo ao seu limite. Para termos avanços maiores, o dólar teria que subir muito ou [o preço em] Chicago disparar, e não há espaço para Chicago subir tudo isso”, diz.

Na bolsa de Chicago, os preços terminaram o dia com boas altas, apesar da correção para cima que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe nos números da nova safra do país. Os ganhos foram de 15,5 a 39,5 pontos nos principais vencimentos, com o contrato julho sendo cotado a US$ 6,69 e o dezembro a US$ 5,33 por bushel.

Ainda segundo Brandalizze, boa parte das altas do milho veio na carona do trigo, que também subiu bem nesta segunda-feira.

O boletim não trouxe grandes novidades, principalmente sobre a produtividade, que o mercado esperava ser revisada para baixo.

“De certa forma, o USDA foi cauteloso em relação à produtividade norte-americana. O mercado vai desconsiderar estes números e passar a acompanhar cada vez mais as projeções de clima para os EUA, que são positivas nos próximos 10 dias, principalmente para o Meio-Oeste norte-americano”, explica o analista de mercado da Agrinvest Commodities, Eduardo Vanin.

A atenção, portanto, segue voltada para a região oeste dos Estados Unidos, onde o tempo seco ainda preocupa.

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