Milho

Medo de geadas sustenta ganhos do milho na B3 nesta quinta-feira


Notícias Agrícolas - 25 jun 2021 - 07:22

Nesta quinta-feira, 24, os preços do milho despencaram no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações apenas no oeste da Bahia.

Já as desvalorizações apareceram nas praças de Não-Me-Toque (RS), Panambi (RS), Ponta Grossa (PR), Ubiratã (PR), Londrina (PR), Castro (PR), Marechal Cândido Rondon (PR), Pato Brando (PR), Rio do Sul (SC), Rondonópolis (MT), Primavera do Leste (MT), Alto Garças (MT), Itiquira (MT), Tangará da Serra (MT), Campo Novo do Parecis (MT), Jataí (GO), Rio Verde (GO), Brasília (DF), São Gabriel do Oeste (MS), Eldorado (MS), Amambai (MS), Luís Eduardo Magalhães (BA), Cândido Mota (SP) e no porto Paranaguá (PR).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “no mercado físico do Brasil Central, apesar do andamento da colheita da safrinha em boa parte das áreas, temos visto que consumidores encontram dificuldade em encontrar volumes relevantes para se abastecer”.

A análise da Agrifatto Consultoria ainda aponta que, “o milho acumula mais um dia de queda nas principais praças do mercado físico brasileiro. Em Campinas (SP), o cereal encostou nos R$ 87 por saca, o menor nível desde o início do mês de março de 2021”.

Já no Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) reduziu sua estimativa para a segunda safra de milho no estado para 9,8 milhões de toneladas, uma queda de 500 mil toneladas diante da projeção de maio.

O analista de milho do Deral, Edmar Gervásio, disse em entrevista à Reuters que este recuo é em função do impacto da seca, mas que novas reduções não estão descartadas à medida que a colheita avance, especialmente devido a preocupações com previsões de geadas.

B3

Os preços futuros do milho tiveram um dia de ganhos nesta quinta-feira na bolsa brasileira B3. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 0,66% e 1,5% ao final do dia.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à R$ 81,75 com alta de 0,66%; o setembro de 2021 valeu R$ 82,49 com ganho de 1,5%; o novembro de 2021 foi negociado por R$ 83,40 com valorização de 1,31%; e o janeiro de 2022 teve valor de R$ 86,15 com elevação de 1,35%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, os atuais preços nos portos – entre R$ 72 e R$ 73 a saca – podem contribuir para que as cotações dentro do Brasil caiam abaixo dos R$ 70 quando chegar o pico de colheita da safrinha, dentro de um mês.

“Mesmo que haja grandes quebras, temos muito milho para colher e vamos ter que exportar. O movimento agora é muito lento e o produtor ainda está na dúvida sobre o que vem na safra. O preço na B3 está alto porque o pessoal está com medo de geadas na semana que vem e, aí sim, o estrago seria ainda maior”, relata.

Mercado externo

Já a bolsa de Chicago (CBOT) encerrou as atividades desta quinta-feira operando em campo misto para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações entre 11 pontos negativos e 0,75 ponto positivo ao final do dia.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à US$ 6,53 com desvalorização de 11 pontos; o setembro de 2021 valeu US$ 5,49 com perda de 1,75 ponto; o dezembro de 2021 foi negociado por US$ 5,36 com alta de 0,25 ponto; e o março de 2022 teve valor de US$ 5,43 com elevação de 0,75 ponto.

Esses índices representaram quedas ante o fechamento da última quarta-feira – de 1,66% para o julho de 2021 e de 0,36% para o setembro de 2021 –, além de altas de 0,19% para o dezembro de 2021 e de 0,18% para o março de 2022.

Segundo informações da Reuters, os contratos futuros de milho da CBOT caíram na quinta-feira, pressionados pela chuva nas principais áreas de cultivo do Meio-Oeste dos Estados Unidos e pelas previsões de mais chuvas que conduzirão as safras aos estágios críticos de desenvolvimento.

“Acho que é provavelmente a confirmação de chuvas generalizadas em áreas que estavam em apuros realmente”, disse o presidente da Risk Management Commodities, Chuck Shelby.

A publicação ainda destaca que os fundos de investimento liquidaram algumas de suas posições compradas em commodities à medida que os mercados caíam em pontos chaves de suporte, agravando a fraqueza.

Por outro lado, o boletim semanal de vendas para exportação divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta quinta-feira informou que as vendas da safra 2020/21 foram de 216,3 mil toneladas, contra projeções de 0 a 400 mil toneladas.

Os Estados Unidos ainda venderam 310,8 mil toneladas da safra 2021/22, contra expectativas de 200 mil a 800 mil toneladas, a maior parte para destinos não revelados.

Guilherme Dorigatti Borges


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