Milho

Índice de lavouras de milho ruins sobe no MS e preço da saca pode aumentar, diz Famasul


Notícias Agrícolas - 30 jun 2021 - 15:42

A Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul) divulgou seu Boletim Semanal da Casa Rural seguindo o acompanhamento da safra e da comercialização de milho no estado.

De acordo com o levantamento, a projeção de área plantada para o milho de segunda safra 2020/21 no Mato Grosso do Sul segue de 2,003 milhões de hectares, com aumento de 5,7% quando comparada com a safra 2019/20, que foi 1,895 milhão de hectares.

A produtividade também se manteve em linha com a última atualização, com 68,7 sacas por hectare, após ser estimada anteriormente em 75 sacas. Com isso, a produção final sai das 9,013 milhões de toneladas para 8,251 milhões.

“A semana passada foi marcada por chuva nas regiões sudoeste e sudeste do estado, variando de 3 a 20 mm. Os danos causados pela geada serão quantificados nesta semana pelos técnicos de campo. Até agora, as regiões que tiveram geada foram centro, oeste, sul, sul-fronteira, sudoeste e sudeste”, diz a Famasul.

Diante deste cenário, apenas 6% das lavouras foram avaliadas como em boas condições, 55% como regulares e os outras 39% foram avaliadas como ruins. Na semana anterior, estes índices eram de 6%, 58% e 36%, respectivamente.

“A ocorrência de adversidades climáticas nas principais regiões produtoras do estado, em especial o reduzido volume de chuvas, afetaram diretamente o desenvolvimento fenológico e a granação do milho, levando a maioria das lavouras a serem enquadradas na classificação ‘regular e ruins’”, relata a publicação, que segue: “Observa-se a campo diversos tipos de situações, desde lavouras com espigas com má formação, plantas que não desenvolveram, estandes irregulares, dentre outros problemas que afetam diretamente o potencial produtivo da cultura”.

O relatório explica que para um cultivo ser classificado como “ruim”, ele deve apresentar diversos critérios negativos, como alta infestação pragas (plantas daninhas, pragas e doenças) ou falhas de estande, desfolhas, enrolamento de folhas, amarelamento precoce das plantas, dentre outros defeitos que causem elevada perda de potencial produtivo. Em uma classificação “regular”, encontram-se plantas que apresentam poucos danos causados por pragas, estande razoável e pequenos amarelamentos das plantas em desenvolvimento. Um cultivo é classificado como “bom” quando não apresenta nenhuma das características anteriores, possuindo plantas viçosas e que garantem uma boa produtividade.

Preço

Enquanto isso, o preço da saca do milho em Mato Grosso do Sul apresentou desvalorização de 3,97% entre 21 e 28 de junho de 2021, encerrando o período negociado a R$ 72,50.

“Os preços cederam, acomodaram-se em um patamar mais baixo e seguiram estáveis. A queda do preço no mercado externo pressionou os preços internos. Poderá ocorrer valorização caso o frio mais intenso e as geadas afetem as condições das lavouras de modo a reduzir a quantidade produzida”, aponta a entidade.

Já no que diz respeito a todo o período de junho de 2021, o valor médio foi R$ 79,58 por saca, representando alta de 113,41% em relação aos R$ 37,29 por saca obtidos no mesmo período de 2020.

Guilherme Dorigatti


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