Milho

Incerteza sobre safrinha do milho continua e preço na B3 ronda R$ 100

Negociações em Chicago se sustentam com falta de chuvas nas lavouras


Notícias Agrícolas - 08 jun 2021 - 07:17

Nesta segunda-feira, 7, os preços do milho ficaram voláteis no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações em Brasília (DF), Jataí (GO) e Rio Verde (GO).

Já as desvalorizações apareceram nas praças de Tangará da Serra (MT), Campo Novo do Parecis (MT), Amambai (MS), Oeste da Bahia e Campinas (SP).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “os negócios estão relativamente calmos e com poucas ofertas no mercado interno”.

A análise da Agrifatto Consultoria acrescenta que, “com negociadores mais flexíveis, os preços da saca de milho negociada em Campinas (SP) mantêm o nível de R$ 98 por saca”.

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que os valores do milho voltaram a apresentar comportamentos distintos dentre as praças acompanhadas pelo Cepea, influenciados pelas condições de oferta e demanda regionais.

“Na maior parte das praças do Sul e do Sudeste, os preços subiram entre o encerramento de maio e o início de junho, impulsionados pela retração de vendedores. Neste caso, produtores voltaram a limitar a oferta de novos lotes, diante de preocupações com a produtividade das lavouras. Já em certas praças de São Paulo, do Rio Grande do Sul, de Goiás, de Mato Grosso do Sul e em praticamente todas de Mato Grosso, os valores do milho caíram nos últimos dias, pressionados pelo crescimento pontual na oferta”.

B3

Os preços futuros do milho voltaram a rondar o patamar dos R$ 100 nesta segunda-feira na bolsa brasileira B3. As principais cotações registraram movimentações entre 0,15% negativo e 0,41% positivo ao final do primeiro dia da semana.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à R$ 95,10 com baixa de 0,15%; o setembro de 2021 valeu R$ 97,35 com elevação de 0,19%; o novembro de 2021 foi negociado por R$ 98,60 com ganho de 0,41%; e o janeiro de 2022 teve valor de R$ 100,51 com alta de 0,36%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, existe uma dúvida gigantesca sobre o volume esperado nesta safra, com produtores recuperando suas lavouras com as últimas chuvas e outros contabilizando perdas irreversíveis.

“O produtor precisa ficar com cautela porque as grandes indústrias do setor estão fazendo muitos contratos com o trigo para receber em outubro e novembro para ração. A demanda no segundo semestre deve ser de 40 milhões de toneladas de milho e a produção ainda está muito vaga”, diz Brandalizze.

O Ministério da Economia divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas durante a primeira semana do mês de junho.

Nestes três dias úteis de junho, o Brasil exportou 710,7 toneladas de milho não moído. Com isso, a média diária de embarques ficou em 236,9 toneladas, patamar 98,41% menor do que as 14,87 mil toneladas do mês de junho de 2020. O preço por tonelada obtido registrou elevação de 625,39% no período, saindo dos US$ 163/t no ano passado para US$ 1.182,30/t neste mês de junho.

Mercado externo

A bolsa de Chicago (CBOT) contabilizou ganhos durante boa parte da segunda-feira, mas fechou o dia em campo misto para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram flutuações entre 3,5 pontos negativos e 14,5 pontos positivos ao fim do dia.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à US$ 6,79 com perda de 3,5 pontos; o setembro de 2021 valeu US$ 6,21 com valorização de 14,5 pontos; o dezembro de 2021 foi negociado por US$ 6,02 com elevação de 11,25 pontos; e o março de 2022 teve valor de US$ 6,08 com alta de 10,5 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 2,48% para o setembro de 2021, de 1,86% para o dezembro de 2021 e de 1,67% para o março de 2022, além de queda de 0,44% para o julho de 2021.

Segundo informações da agência Reuters, os futuros do milho nos Estados Unidos se firmaram na segunda-feira, apoiados por preocupações de que as condições quentes e secas em áreas de cultivo importantes do Meio-Oeste dos Estados Unidos possam ameaçar as safras à medida que passam por estágios principais de desenvolvimento.

“Os meteorologistas esperam que o estresse da safra cresça na metade noroeste do Cinturão do Milho nas próximas duas semanas, à medida que as chuvas diminuem”, disse o economista-chefe de commodities da StoneX, Arlan Suderman, em nota a clientes.

Guilherme Dorigatti


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