Milho

Frete de milho sobe 20% em Mato Grosso após bloqueios de estradas, diz Abiove


Reuters - 25 nov 2022 - 07:34

Os protestos contra o resultado da eleição presidencial que bloquearam estradas em Mato Grosso no início desta semana elevaram o frete rodoviário, afetando as operações e as margens de tradings globais de grãos em um momento em que os agricultores estão vendendo uma abundante segunda safra de milho.

O frete rodoviário subiu 20%, ou R$ 50 por tonelada, disse à Reuters nesta quinta-feira a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa empresas globais como Cargill, Bunge, Cofco e Louis Dreyfus Co..

As rotas mais afetadas são Sorriso-Miritituba e Sinop-Miritituba para os portos do norte do Brasil, disse o presidente da Abiove, André Nassar.

Como resultado das interrupções causadas pelos bloqueios de estradas, algumas empresas que integram a Abiove expressaram preocupação com o não cumprimento dos contratos de exportação de milho ou com custos de demurrage, disse Nassar, referindo-se a uma cobrança por não carregar um navio em cronograma pré-acordado.

Ele acrescentou que algumas empresas relataram carregamento de menos milho do que o programado para exportação na segunda, terça e quarta-feira.

Outros membros da Abiove, no entanto, viram a situação melhorar sem nenhum efeito material nos volumes de exportação, observou Nassar.

Os bloqueios e a violência de alguns manifestantes deixaram as empresas de transporte “com medo” de usar as estradas locais, segundo Nassar.

A Polícia Rodoviária Federal disse que todas as estradas federais de Mato Grosso estão livres no momento, já que as autoridades agiram para suspender os bloqueios que causaram longas filas de caminhões em alguns lugares.

A Abiove se recusou a estimar quanto os volumes globais de exportação de milho do Brasil podem ser afetados em novembro como resultado dos protestos.

A Anec, associação que representa os exportadores de grãos, projetou esta semana as exportações totais do mês em 6,4 milhões de toneladas.

Ana Mano

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