Milho

Famasul sobe para 63% índice de lavouras de milho consideradas ruins no MS


Notícias Agrícolas - 22 jul 2021 - 07:35

A Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul) divulgou nesta quarta-feira, 21, o Boletim Semanal da Casa Rural, seguindo o acompanhamento da safra e da comercialização da produção de milho no estado.

De acordo com o levantamento, a projeção de área plantada para o milho de segunda safra 2020/21 em Mato Grosso do Sul segue de 2 milhões de hectares, com aumento de 5,7% quando comparada com a área da safra 2019/20, que foi 1,9 milhão de hectares. Após a geada, no entanto, a produtividade do estado foi revisada e está estimada em 52,3 sacas por hectare, gerando uma produção de 6,29 milhões de toneladas.

O relatório explica ainda que a última semana foi marcada pelo declínio da temperatura e chuva forte nas regiões sul-fronteira e sudeste. O estado enfrenta em média 43 dias de estiagem de acordo com os modelos agroclimáticos.

Diante desse cenário, a Famasul manteve apenas 1% das lavouras avaliada em boa condição, 36% apresentaram condição regular e os outros 63% são considerados ruins. Na semana passada, esses índices eram de 1%, 38% e 61%.

O relatório explica que para um cultivo ser classificado como “ruim”, ele deve apresentar diversos critérios negativos, como alta infestação pragas (plantas daninhas, pragas e doenças) ou falhas de estande, desfolhas, enrolamento de folhas, amarelamento precoce das plantas, dentre outros defeitos que causem elevada perda de potencial produtivo.

Em uma classificação “regular” se encontram plantas que apresentam poucos danos causados por pragas, estande razoável e pequenos amarelamentos das plantas em desenvolvimento. Por fim, um cultivo é classificado como “bom” quando não apresenta nenhuma das características anteriores, possuindo plantas viçosas e que garantem uma boa produtividade.

Em relação aos preços, o preço da saca no estado ficou estável entre 12 e 19 de julho de 2021. O cereal encerrou o período negociado a R$ 88,13. “Os preços firmes mostram que os valores do mercado externo e a taxa de câmbio continuam favoráveis para a sustentação dos preços enquanto a produção menor impossibilita a desvalorização”, afirma.

Em julho o valor médio foi de R$ 87,38 por saca, o que representa alta de 127,1% em relação ao valor médio de R$ 38,48 por saca visto no mesmo período de 2020.

Virgínia Alves


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