Milho

Famasul revisa produtividade do milho em MS para 52,3 sacas por hectares

Com 61% das lavouras de milho em condições ruins, produção da segunda safra é estimada de 6,285 milhões de toneladas


Notícias Agrícolas - 15 jul 2021 - 09:09

A Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul) divulgou nesta quarta-feira, 14, seu Boletim Semanal da Casa Rural seguindo o acompanhamento da safra e da comercialização da produção de milho no estado.

De acordo com o levantamento, a projeção de área plantada para o milho de segunda safra 2020/21 em Mato Grosso do Sul segue de 2,003 milhões de hectares, com aumento de 5,7% quando comparada com a área da safra 2019/20, que foi 1,895 milhão de hectares. Após a geada, no entanto, a produtividade do estado foi revisada e está estimada em 52,3 sacas por hectares, gerando uma produção de 6,285 milhões de toneladas.

O relatório explica ainda que a última semana foi marcada por produtores analisando mais de perto os danos causados pela estiagem e geada. Quanto ao clima, o estado enfrenta em média 36 dias de estiagem agrícola de acordo com os modelos agroclimáticos. Esta semana haverá o avanço da massa de ar frio no estado e, a partir do dia 17 julho, haverá declínio da temperatura, com mínimas entre 12° e 15 °C, acrescenta.

Diante desse cenário, a Famasul manteve apenas 1% das lavouras avaliada em boa condição, 38% apresentam condição regular e os outros 61% ainda são considerados ruins. Na semana passada, os índices eram os mesmos.

O relatório explica que para um cultivo ser classificado como “ruim”, ele deve apresentar diversos critérios negativos, como alta infestação pragas (plantas daninhas, pragas e doenças) ou falhas de estande, desfolhas, enrolamento de folhas, amarelamento precoce das plantas, dentre outros defeitos que causem elevada perda de potencial produtivo.

Em uma classificação “regular”, encontram-se plantas que apresentam poucos danos causados por pragas, estande razoável e pequenos amarelamentos das plantas em desenvolvimento. Um cultivo é classificado como “bom” quando não apresenta nenhuma das características anteriores, possuindo plantas viçosas e que garantem uma boa produtividade.

“Observa-se a campo, diversos tipos de situações desde lavouras com espigas com má formação, plantas que não desenvolveram, estandes irregulares, dentre outros problemas que afetam diretamente o potencial produtivo da cultura. E, entre os dias 27 de junho e 1º de julho, as regiões centro, oeste, sul, sudoeste, sul-fronteira e sudeste foram afetadas pela geada”, explica o relatório.

Em relação aos preços, o preço da saca no estado apresentou valorização de 4,44% entre 5 e 12 de julho de 2021. O cereal encerrou o período negociado a R$ 88,13. Já no que diz respeito a todo o período de julho de 2021, o valor médio foi R$ 86,95 por saca, alta de 125,96% em relação ao valor médio de R$ 38,48 visto no mesmo período de 2020.

Virgínia Alves


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