Milho

Após frio intenso, índice de lavouras ruins dobra no MS e preço da saca sobe 16,4%


Notícias Agrícolas - 08 jul 2021 - 08:28

A Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul) divulgou nesta quarta-feira, 7, seu Boletim Semanal da Casa Rural seguindo o acompanhamento da safra e da comercialização da produção de milho no estado.

De acordo com o levantamento, a projeção de área plantada para o milho de segunda safra 2020/21 em Mato Grosso do Sul segue de 2,003 milhões de hectares, com aumento de 5,7% quando comparada com a área da safra 2019/20, que foi 1,895 milhão de hectares.

Após a geada na semana passada, no entanto, a produtividade do estado foi revisada e está estimada em 52,3 sacas por hectares, gerando uma produção de 6,285 milhões de toneladas.

“A semana passada foi marcada por geada nas regiões centro, oeste, sul, sudoeste, sul-fronteira, sudeste, ocorrendo redução drástica na produção. As condições se agravaram em todo o estado devido aos efeitos climáticos de estiagem, granizo e geada. Resultando na quebra de 2,722 milhões de toneladas diante da primeira expectativa de produção”, destacou a publicação.

Diante deste cenário, apenas 1% das lavouras foi avaliado em boa condição, 38% são consideras com condição regular e os outros 61% foram considerados ruins. Na semana anterior, esses índices eram de 6%, 55% e 39%, respectivamente.

“No início da segunda safra de milho 2020/21 havia a expectativa de um volume 9,013 milhões de toneladas de grãos e uma produtividade média de 75 sacas por hectare. Entretanto, a ocorrência de adversidades climáticas nas principais regiões produtoras do estado, em especial o reduzido volume de chuvas, afetaram diretamente o desenvolvimento fenológico e a granação do milho, levando a maioria das lavouras a serem enquadradas na classificação regular e ruins”, acrescenta.

O relatório explica que para um cultivo ser classificado como “ruim”, ele deve apresentar diversos critérios negativos, como alta infestação pragas (plantas daninhas, pragas e doenças) ou falhas de estande, desfolhas, enrolamento de folhas, amarelamento precoce das plantas, dentre outros defeitos que causem elevada perda de potencial produtivo.

Em uma classificação “regular”, encontram-se plantas que apresentam poucos danos causados por pragas, estande razoável e pequenos amarelamentos das plantas em desenvolvimento. Um cultivo é classificado como “bom” quando não apresenta nenhuma das características anteriores, possuindo plantas viçosas e que garantem uma boa produtividade.

Em relação aos preços, o preço da saca no estado apresentou valorização de 16,38% entre 28 de junho e 05 de julho de 2021. O cereal encerrou o período negociado a R$ 84,38. “O cenário de valorização do cereal no mercado externo, somado à redução na oferta, possibilitou a valorização nos preços do milho no Mato Grosso do Sul”, explica.

Já no que diz respeito a todo o período de junho de 2021, o valor médio foi R$ 84,38 por saca, representou alta de 119,28% em relação ao valor médio de R$ 38,48 por saca no mesmo período de 2020.

Virgínia Alves


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