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Internacional

Secretário-geral da ONU pede imposto sobre “ganância grotesca” de empresas de petróleo


Reuters - 04 ago 2022 - 08:07

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, criticou nesta quarta-feira, 3, a “ganância grotesca” das empresas de petróleo e gás e seus financiadores, e insistiu a governos em todo o mundo para “taxar esses lucros excessivos” a fim de apoiar as pessoas mais vulneráveis.

“É imoral que as empresas de petróleo e gás obtenham lucros recordes com esta crise de energia às custas das pessoas e comunidades mais pobres, com um custo enorme para o clima”, disse Guterres a repórteres. As duas maiores empresas petroleiras dos EUA, a Exxon Mobil Corp e a Chevron Corp, a Shell, sediada no Reino Unido, e a francesa TotalEnergies ganharam combinadas quase US$ 51 bilhões no último trimestre, quase o dobro do que o grupo arrecadou no mesmo período há um ano.

“Eu faço um apelo a todos os governos que cobrem impostos sobre esses lucros excessivos, e utilizem os recursos para apoiar as pessoas mais vulneráveis a passarem por esses tempos difíceis”, disse Guterres. “Eu peço que as pessoas em toda parte enviem uma mensagem clara ao setor de combustíveis fósseis e seus financiadores: essa cobiça grotesca está castigando os mais pobres e mais vulneráveis, enquanto destrói nossa única casa”.

Políticos e defensores de consumidores têm criticado as empresas de petróleo por tirarem vantagem da escassez global de oferta para engordarem seus lucros e explorarem os consumidores. O presidente norte-americano, Joe Biden, disse em junho que a Exxon e outras empresas estão ganhando “mais dinheiro que Deus” em um momento em que os preços de combustíveis para os consumidores dispararam e bateram recordes.

No mês passado, o governo do Reino Unido aprovou um imposto sobre lucros excessivos de 25% sobre produtores de óleo e gás no Mar do Norte. Parlamentares norte-americanos discutiram uma ideia semelhante, embora ela não tenha boas chances no Congresso dos EUA.

Guterres disse que a guerra russa na Ucrânia e o colapso climático estão alimentando uma crise global financeira, energética e alimentar.

“Muitos países em desenvolvimento – afogados em dívidas, sem acesso a financiamentos e com dificuldades para se recuperarem da pandemia de covid-19 – podem chegar à beira do abismo”, disse. “Já estamos vendo os sinais de alerta de uma onda de levantes econômicos, sociais e políticos que não vão deixar nenhum país intocado”.

Michelle Nichols

Tags: Petróleo

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