Internacional

Comitiva realiza missão técnica nos EUA para certificação do etanol americano no RenovaBio


Embrapa Meio Ambiente - 23 set 2022 - 08:57
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Representantes da missão brasileira, do setor americano de etanol de milho e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em conjunto com o governo dos Estados Unidos e representantes da cadeia de produção de etanol, realizou uma missão técnica no país de 7 a 16 de setembro. O encontro também teve membros do Ministério de Minas e Energia (MME). Além disso, os pesquisadores Marcelo Morandi e Marília Folegatti, da Embrapa Meio Ambiente, representaram a empresa.

De acordo com a Embrapa, o objetivo da missão foi entender o funcionamento da cadeia de produção do etanol nos Estados Unidos, com vistas à certificação desse produto no RenovaBio. O programa prevê a certificação tanto de produtores nacionais quanto de importadores.

A programação teve 10 dias de reuniões com todos os elos da cadeia de produção de etanol de milho nos EUA, além de interações com agências e órgãos de governo daquele país. Ela também abrangeu visitas e discussões técnicas com representantes do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA); de secretarias de agricultura dos estados de Illinois e Missouri; de associações de produtores de milho, sistemas de armazenamento e logística dos grãos; de usinas de etanol; e da área acadêmica. Entre os destaques está a participação do laboratório Argonne, responsável pela calculadora Greet, que é referência para a intensidade de carbono de biocombustíveis para as políticas americanas.

Ainda segundo a Embrapa, as discussões buscaram compreender a cadeia de produção do etanol de milho americano exportado para o Brasil. Outro ponto levantado foi a possibilidade do cumprimento da regulamentação da RenovaBio para acesso a créditos de descarbonização.

Para isso, foram levantadas informações que permitissem a compreensão da cadeia produtiva nos EUA, com foco em dois eixos principais. O primeiro, sobre critérios de elegibilidade envolve a rastreabilidade da biomassa geradora do biocombustível e o cumprimento da legislação ambiental referente, principalmente, a não supressão de vegetação nativa. Já o segundo ponto engloba o acesso aos dados dos sistemas de produção de biomassa (fase agrícola) e na fase indústria de produção de etanol, assim como os controles de exportação para o Brasil.

Segundo Marcelo Morandi, os encontros foram proveitosos para entendimento de como se organizam as cadeias produtivas e as regulações ambientais e produtivas. “Há empresas americanas iniciando processos de certificação para adesão ao programa e acesso a créditos de descarbonização (CBio), aumentando a oferta destes ativos para cumprimento das metas previstas no RenovaBio. Assim, o objetivo central das reuniões foi discutir a rota do etanol de milho americano, já presente na estrutura do programa RenovaBio e na RenovaCalc”, reforça.

De acordo com ele, foram buscadas equivalências legais e documentais para garantir a verificação do cumprimento da regulamentação do RenovaBio, mantendo o tratamento isonômico entre produtores de biocombustíveis americanos e brasileiros.

Segundo Marília Folegatti, “todos os pontos de dúvida” do grupo de trabalho do RenovaBio foram esclarecidos. “Por outro lado, várias demandas do setor produtivo americano, apresentadas formalmente a esse grupo de trabalho foram atendidas. Essas demandas incluíam a revisão dos perfis de produção típico e padrão do milho americano, na RenovaCalc, para melhor representação daquela realidade”, disse.

A ANP agora prepara as ações para viabilizar o processo de certificação para importadores de biocombustíveis. Para esse propósito, a visita serviu para agregar conhecimento técnico mais aprofundado sobre a realidade da produção norte-americana de etanol.

Marcos Vicente

Tags: EUA RenovaBio

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