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Com R$ 1,5 bilhão em dívidas, usina São Fernando pode ir a leilão


NovaCana - 24 jun 2016 - 08:52

Destaques

  1. Usina está em recuperação judicial e sua dívida é estimada em torno de R$ 1,5 bilhão
  2. Negociadores acreditam que venda pode ocorrer em até seis meses após aprovação em assembleia. "A expectativa é que possamos ter uma ou mais ofertas de investidores estrangeiros."
  3. Plano de venda está em discussão com pelo menos dois dos maiores credores: BNDES e BNP Paribas (O BNDES já pediu falência da usina).
  4. Consultoria EXM Partners foi contratada para avaliar os ativos e propor um possível leilão judicial


Com uma dívida estimada em R$ 1,5 bilhão e atividades investigadas pela operação Lava Jato, a Usina São Fernando pode estar prestes a ser vendida. De acordo com informações divulgadas pelo Valor Econômico, a família do empresário José Carlos Bumlai pretende vender a companhia para se livrar dos débitos.

Localizada em Dourados (MS), a São Fernando está em processo de recuperação judicial. A consultoria EXM Partners foi contratada para avaliar os ativos existentes e propor a criação de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI) para ser submetida a uma venda judicial – possivelmente, um leilão.

Ainda não se sabe, contudo, se as duas unidades de cogeração em atividade na usina serão incluídas na UPI ou se serão vendidas separadamente. Elas têm capacidade para exportar ao sistema elétrico 30 MWh e 50 MWh.

Ao Valor, o sócio da EXM Partners, Angelo Guerra Netto, explicou que a transação pode ocorrer pelo valor que os ativos forem avaliados ou por meio de assunção de dívidas.

“O nosso desejo é que o valor mínimo [dos ativos a serem vendidos] esteja diretamente relacionado à totalidade dos débitos” EXM Partners.

Caso a proposta seja aprovada, a venda pode ocorrer dentro de quatro a seis meses. “A expectativa é que possamos ter uma ou mais ofertas de investidores estrangeiros”, atestou o consultor.

Netto também revelou que a estratégia – que precisa ser aprovada em assembleia – está sendo discutida com pelo menos dois dos principais credores, o BNP Paribas e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O consultor ainda disse que a ideia da consultoria é manter algumas áreas de cana sob o guarda-chuva da São Fernando. “A atual São Fernando manterá uma parcela menor de suas atividades para continuar existindo, porque a lei de recuperação judicial estabelece a continuidade da empresa”, afirmou.

Atualmente, a área com cana pertencente à usina soma 45 mil hectares, onde são colhidas cerca de 2,5 milhões de toneladas por safra. Como a São Fernando tem capacidade para processar 4,5 milhões de toneladas, o restante é adquirido de fornecedores – de modo que vários deles também se tornaram credores da companhia.

novaCana.com
Com informações do Valor Econômico

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