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Usina São Fernando, de Bumlai, mais perto da falência: novo pedido veio da administradora judicial


NovaCana - 10 ago 2016 - 10:31
    1. A pressão ao redor da Usina São Fernando cresce a cada dia
    2. Depois do BNDES pedir a falência da usina, agora é a vez da administradora judicial
    3. Se o juiz aceitar o pedido, a gestão passa para a mão da administradora
    4. Consultoria que analisa o valor dos ativos destaca duas possibilidades: Leilão ou troca das dívidas por participação acionária

A pressão ao redor da Usina São Fernando cresce a cada dia. Em recuperação judicial desde abril de 2013, a companhia não realiza os pagamentos de suas obrigações desde o início de 2015. Segundo levantamento da administradora VC Consultoria e Perícia, divulgado pelo Valor Econômico, a usina tem dívidas de quase R$ 1,1 bilhão.

Dessa forma, a administradora judicial que está acompanhando o processo de recuperação judicial da Usina São Fernando, solicitou que o juiz responsável pelo caso decrete a falência da companhia ou convoque imediatamente uma nova assembleia de credores. Atualmente, a usina é controlada pelos filhos do empresário José Carlos Bumlai, mas, caso o juiz aprove o pedido, os atuais gestores serão afastados e substituídos pela administradora.

“A usina não está conseguindo superar a crise e está processando um volume de cana muito abaixo da sua capacidade”, Pedro Coutinho (VC Consultoria e Perícia)

Caso a falência seja decretada, será necessário dar início a um novo processo de classificação dos créditos. Nesse caso, a administração da usina sai dos gestores atuais e passa para as mãos da administradora. Além disso, os credores não participam das negociações, como ocorre na recuperação judicial.

Em outubro do ano passado, o maior credor da Usina São Fernando, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também solicitou a falência da companhia. Na ocasião, o banco tinha a receber mais de R$ 300 milhões.

Leilão judicial

Em junho, a Consultoria EXM Partners foi contratada para avaliar os ativos da Usina São Fernando e propor um possível leilão judicial, com o plano de venda sendo discutido com pelo menos dois dos maiores credores: BNDES e BNP Paribas.

Para a EXM Partners, o pedido de falência feito agora pela administradora, foi feito para precipitar a realização da assembleia, que foi suspensa em março a pedido do BNP Paribas. A realização de uma assembleia depende agora apenas de uma decisão do juiz.

Em entrevista ao Valor, o sócio da consultoria, Angelo Guerra Netto, afirmou que a proposta de leilão está sendo discutida e deverá ser apresentada em uma eventual nova assembleia. Além disso, também estaria sendo avaliada a possibilidade de propor aos credores que eles troquem os créditos que têm a receber por participação acionária na usina.

Outros problemas

Além de enfrentar o processo de recuperação judicial – e a possibilidade de falência –, a usina está proibida de comercializar a energia elétrica gerada na unidade a partir do bagaço da cana.

No mês passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) desligou a unidade de cogeração da São Fernando por inadimplência, após um pedido da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Pelo levantamento da administradora, a usina deve R$ 32 milhões à CCEE.

A notícia ainda foi acompanhada por uma decisão do governo do Mato Grosso do Sul, que suspendeu os incentivos fiscais dados à usina.

Por fim, membros do Movimento Sem Terra Brasileiro (MSTB) estão reivindicando duas fazendas de Bumlai para a reforma agrária. Uma delas é justamente a São Marcos, localizada nas imediações da Usina São Fernando.

novaCana.com
Com informações do Valor Econômico

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