PUBLICIDADE
ARMAC
Usinas

Tonon tem prejuízo de R$ 24,9 milhões no 1º tri da safra 2015/16


NovaCana - 01 set 2015 - 16:37 - Última atualização em: 09 set 2015 - 14:27

A Tonon Bioenergia, empresa dona de três usinas em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, apresentou na noite desta segunda-feira (1º) o resultado de suas atividades de abril a junho deste ano, período que compreende o primeiro trimestre da safra 2015/16.

O prejuízo líquido da companhia diminuiu no primeiro trimestre desta safra em R$ 4,7 milhões na comparação com igual período da temporada anterior e atingiu R$ 24,9 milhões, contra R$ 29,6 milhões em 2014/15.

O Ebtida (lucro antes de impostos, juros, apreciação e amortização), entretanto, aumentou 7,9% na mesma base comparativa e alcançou R$ 124,5 milhões. Em relação à receita líquida total, a margem Ebtida, ferramenta que mede a geração operacional de caixa, aumentou sua participação em cerca de 10 pontos percentuais, para 64,5%.

Moagem

Com uma capacidade de processamento anual de 8,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, a Tonon teve uma forte queda de moagem no começo desta safra devido a problemas climáticos. Segundo a empresa, as chuvas excessivas no Mato Grosso do Sul reduziram em 47% o tempo disponível para moagem e houve um atraso até meados de abril no início da operação de processamento da Usina Paraíso (SP).

Dessa forma, a moagem recuou 14,9%, para 2,25 milhões de toneladas no primeiro trimestre da safra 2015/16, contra 2,6 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado. Acompanhando o menor processamento, a receita líquida teve retração de 8,8% na mesma base de comparação e ficou em R$ 193,3 milhões.

Essa perda foi parcialmente compensada por melhores preços de açúcar, que foram 8,1% maiores do que em igual época da safra passada. Na média, o preço ficou em R$ 923,6 por tonelada, ante R$ 854,2 na temporada anterior, e gerou receita líquida 13,7% superior na mesma comparação.

O melhor preço do adoçante contribuiu com o resultado da Tonon, considerando que sua venda foi responsável por 50,8% das receitas. A empresa ainda enfatizou que 77% do açúcar foi destinado à exportação devido aos melhores preços no mercado internacional.

Na contramão do açúcar, o etanol diminuiu sua participação entre as fontes de receita da Tonon. Com vendas 22% inferiores no confronto entre o primeiro trimestre desta safra e o anterior, o faturamento com o biocombustível caiu 26,5%, passando para R$ 84,8 milhões. Já o preço médio do etanol recuou 5,5%, e ficou em R$ 1247,6 por metro cúbico.

Perfil de dívidas e reestruturação

Em julho, a Tonon conseguiu renegociar suas dívidas e realizou uma captação de US$ 70 milhões. Uma parcela de 96,4% dos detentores de seus títulos aceitou as novas condições oferecidas para pagamento de papéis com vencimento em 2020, que somam US$ 300 milhões. Com isso, a empresa viu mais distante a ameaça de insolvência que a rondava.

A alavancagem, que era de 3 vezes o Ebtida no mesmo período da temporada safra 2014/15, ainda está alta e ficou numa relação de 4,5 vezes o Ebtida. Ao final deste primeiro trimestre, o endividamento da empresa atingiu R$ 1,94 bilhão, o que representa um aumento 58% em relação ao R$ 1,23 bilhão de igual período da safra passada.

Mas, considerando a mesma taxa de câmbio de junho de 2014, a relação dívida/Ebtida estaria em 3,2 vezes, ressalvou a companhia.

Safra 2014/15

No final da safra 2014/15, o prejuízo da Tonon ficou em R$ 647 milhões, quase o quádruplo dos R$ 175,4 milhões negativos registrados na safra passada. Além das dívidas, o aumento de 8,5% no custo dos produtos vendidos, para R$ 736,5 milhões, foi um dos principais pontos negativos da temporada passada.

Felipe Vanini Bruning – novaCana.com

Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail

PUBLICIDADE
STOLLER
x