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Tocantins e ALS discutem usina de etanol de milho com investimento inicial de R$ 50 mi


Governo do Tocantins - 05 ago 2022 - 08:55
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Expectativa do governo estadual é que usina de etanol de milho reduza preço do biocombustível e das carnes no estado

A instalação de uma usina de etanol utilizando milho em 100% da produção foi pauta de uma reunião que ocorreu no Palácio Araguaia, sede do governo do Tocantins. Na oportunidade, o secretário de estado da agricultura e pecuária (Seagro), Jaime Café, recebeu os representantes da empresa ALS Projetos, que apresentaram o projeto. O investimento inicial, de acordo com a companhia, será de R$ 50 milhões.

O diretor da ALS Projetos, Adriano Luís Soriano, e o investidor Marcelo Carassa, afirmaram, no encontro, que a unidade que a empresa pretende instalar no Tocantins terá a capacidade de processar 120 toneladas de milho por dia e produzir, em média, 50 mil litros diários de etanol hidratado e 35 toneladas de DDGs (grãos secos de destilaria com solúveis), que é uma ração altamente proteica. Soriano ainda garantiu que a usina será autossustentável, não gerando nenhum tipo de resíduo.

Sobre a geração de empregos, é aguardada, na fase de implantação, a empregabilidade de até 800 colaboradores.

Para os investidores, o secretário Jaime Café confirmou que o estado tem capacidade de oferecer matéria-prima, já que a usina vai consumir 6 mil hectares diários de milho, enquanto o Tocantins planta 600 mil. “A produção do etanol por milho é importante, porque o álcool é uma fonte de combustível renovável, que não polui”, informou.

Jaime Café também acredita que a produção de etanol no estado vai baratear o custo do combustível para o tocantinense, além de oferecer matéria-prima para a produção de ração animal, diminuindo o custo final da carne. “São várias vantagens. Estamos aqui discutindo como criar, ainda, um fundo de aval para financiar empreendedores aqui do Estado que têm interesse nesse tipo de negócio”, ressaltou.

No momento da reunião também foi solicitado, ao estado do Tocantins, um termo de acordo com o Pró-Indústria, para dar agilidade ao processo do licenciamento ambiental dentro das diretrizes corretas. “Vale frisar que a tecnologia será 100% brasileira, fazendo com que, desta forma, todos os recursos gerados permaneçam dentro do nosso país e dentro do nosso estado”, finalizou Soriano.

O titular da Seagro ainda afirmou que o estado pretende fazer um plano para implantação de diversas plantas de etanol no Tocantins, onde o milho é produzido em abundância.


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