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Suspeita de corrupção empaca processo de falência da Laginha


Jornal Extra (AL) - 25 set 2020 - 12:25

A destituição do administrador judicial da Laginha, José Luiz Lindoso, foi vista por parte dos credores como um tiro no pé. Porém, a administração de Lindoso é cercada de mistérios. A paralisação dos trabalhos da massa falimentar por cerca de 60 dias é um deles.

O caso foi parar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em ação contra o desembargador Klever Loureiro, que ordenou o afastamento do advogado. A dívida do grupo João Lyra é bilionária e está dominada por um jogo de interesses.

O tumultuado processo de falência do Grupo João Lira já dura 8 anos e até agora a maioria dos credores – trabalhadores rurais, operários, fornecedores, plantadores de cana e bancos – não viu a cor do dinheiro. Sem falar nas dívidas tributária e previdenciária.

Ao longo desse tempo foram substituídos vários juízes e administradores judiciais sob alegações que vão da omissão à falta de probidade na gestão da bilionária massa falida.

De um lado estão os credores, do outro os administradores judiciais e vários advogados. No meio estão os herdeiros, que desconfiam da existência de um esquema criminoso para dilapidar o que resta do patrimônio familiar.

A recente mudança na administração judicial pode culminar com a troca de todos os atuais juízes responsáveis pelo processo, que já acumula mais de 120 mil páginas. O mais grave é que não é só a família de João Lyra que suspeita de um esquema de corrupção montado em cima da massa falida, mas também membros do próprio Poder Judiciário.


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