Usinas

Sindalcool solicita autorização da Anvisa para produção de álcool 70% na Paraíba

Usinas do estado pretendem comercializar o produto em toda a região Nordeste por dois anos


Sindalcool - 30 abr 2020 - 07:29

Nesta terça-feira (28), o Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool na Paraíba (Sindalcool) pediu autorização para a produção de álcool 70% à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O objetivo é o fornecimento a hospitais e a comercialização do produto, pelo prazo de dois anos, pelas Usinas Miriri, Japungu, Monte Alegre, Giasa e D’Pádua.

De acordo com o documento, o produto será comercializado em toda a região Nordeste e em condições acessíveis à população, por meio de farmácias, lojas de conveniência, mercadinhos e supermercados. As usinas também devem considerar outras formas encontradas pelo governo do Estado para fazer com que o produto chegue a comunidades periféricas.

O Sindalcool ainda observa que as unidades receberam uma autorização concedida pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa). Porém, a permissão tem o prazo de 180 dias, considerado insuficiente pelo sindicato para viabilizar ações de produção e distribuição com retorno econômico.

Segundo o presidente do Sindalcool, Edmundo Barbosa, a limitação é um “impeditivo ao abastecimento do mercado” e não deveria ocorrer em um momento que necessita de medidas urgentes para facilitar o acesso da população ao produto.

O Sindalcool alegou que as usinas produzem álcool etílico há mais de 40 anos e fornecem regularmente para indústrias de medicamentos, saneantes, cosméticos e de bebidas de outros Estados. Ainda segundo o documento, as empresas possuem condições de ofertar, nesta fase da pandemia covid-19, o álcool 70% livre de elevados custos de logística.

“Ao permitir às usinas, a produção e comercialização de álcool 70%, o produto chegará a preços mais acessíveis à população em vulnerabilidade social, pois as empresas de cosméticos e saneantes, autorizadas para esse fim, não possuem uma política de preços mais competitivos, em relação ao setor sucroenergético”, afirma o Sindalcool em comunicado enviado à imprensa.

No requerimento à Anvisa, o sindicato também ressalta a necessidade de medidas emergenciais e temporárias que possibilitem a adequação das condições de trabalho aos efeitos da atual crise sanitária, “a fim de se garantir a sobrevivência de empresas e a preservação do emprego, ocupação e renda dos trabalhadores e trabalhadoras”.

Tags: Coronavírus

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