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Sem conseguir vender usinas, Grupo Carolo fará leilão de fazendas


NovaCana - 19 jul 2016 - 10:21

A dificuldade em conseguir vender suas unidades industriais e a necessidade de levantar caixa para lidar com suas obrigações com credores fez com que o Grupo Carolo decidisse leiloar quatro fazendas, localizadas em Pontal (SP). A empresa já obteve autorização da justiça para leiloar as propriedades, que somam pouco mais de 1,9 milhão de hectares e foram avaliadas em R$ 10,3 milhões. Pela decisão, o lance mínimo deverá ser de 70,8% desse valor, ou seja, R$ 7,3 milhões.

Essa não é a primeira vez que a companhia, em recuperação judicial desde fevereiro de 2014, apela para a venda de propriedades na região para pagar credores. Em novembro do ano passado, foi dado início ao leilão de imóveis com valor mínimo total de R$ 15,62 milhões para os lances iniciais.

Leilão sem lances

Segundo o Valor Econômico, o Grupo Carolo não conseguiu atrair interessados para o leilão da unidade produtiva isolada (UPI) Planalto. A destilaria está localizada no município mineiro de Ibiá e que está dentro da Fazenda Manchúria, de 1,24 mil hectares. A unidade foi avaliada em assembleia de credores em R$ 25 milhões. Contudo, a oferta mínima homologada pela Justiça incluiu o valor da fazenda e alcançou R$ 40 milhões.

De acordo com o administrador judicial consultado pelo jornal, Alexandre Borges Leite, não houve oferta porque a usina está parada e tem perdido valor. A propriedade, inclusive, chegou a ser invadida, mas o Grupo Carolo entrou na Justiça e conseguiu um mandado de reintegração de posse, que foi executado em 21 de junho. Agora, a empresa espera que os credores se reúnam em nova assembleia para reavaliar o valor da UPI Planalto e torná-la mais atrativa em um leilão.

Caso esse novo leilão ocorra, o Grupo Carolo deve direcionar os recursos para pagar dívidas com o fundo Callao Partners e duas empresas coligadas, que são donos da área da em alienação fiduciária (que, por lei, não se submete à recuperação judicial). Ainda conforme o Valor, as empresas decidiram abrir mão dessa garantia para assegurar a venda da unidade. No caso do leilão das fazendas, o fundo não será contemplado.

Segundo o acórdão que homologou o plano de recuperação votado em assembleia, essas companhias receberão 55% do valor caso a UPI Planalto seja leiloada por menos que R$ 35 milhões ou 70% do valor caso o total arrematado supere R$ 35 milhões.

Outras dívidas a pagar

Há dois anos, quando entrou em recuperação judicial, o Grupo Carolo somava dívidas de R$ 1,2 bilhão. Segundo o Valor Econômico, na votação do plano de recuperação, o valor foi reduzido de forma considerável e está atualmente em torno de R$ 200 milhões, por causa da aprovação de um expressivo deságio principalmente nos valores devidos aos credores sem garantia (quirografários).

Contudo, ainda de acordo com o jornal, a dívida com os credores trabalhistas é de R$ 20 milhões. Segundo Alexandre Borges Leite, a companhia deve conseguir quitar as dívidas atrasadas com a venda das fazendas e com os recursos já disponíveis em caixa, principalmente após a venda de propriedades menores.

Além disso, em agosto, o grupo terá que realizar um pagamento de R$ 1,6 milhão à União, referente ao Programa Especial de Saneamento de Ativos (Pesa). Três meses depois será a vez dos vencimentos de débitos junto a credores com e sem garantia real.

novaCana.com
Com informações do Valor Econômico e da Agência Estado


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