Usinas

Raízen está aguardando mercado de CBios “passar a funcionar”, diz presidente da Cosan


Reuters - 07 jul 2020 - 09:51

Enquanto a Copersucar anuncia a certificação de suas 34 usinas no RenovaBio, outros grandes grupos, como a Raízen – joint venture da Cosan com a Shell –, também já concluíram ou estão perto de obter a certificação para todas as suas usinas, com o total de produtores de etanol do Brasil certificados no RenovaBio somando cerca de 220 unidades.

Para o presidente-executivo da Cosan, Luis Henrique Guimarães, o início do programa de CBios “é um momento importantíssimo para o Brasil manter a liderança na matriz energética de mobilidade mais limpa do mundo”.

Segundo ele, a Cosan aprova o programa RenovaBio, mas há o “desafio da implementação”, ainda mais em tempos de pandemia.

“O mais importante é o programa funcionar no primeiro ano, as empresas emitirem (CBios), mas sabendo que é um ano de ajuste”, disse ele à Reuters na semana passada, quando a empresa revelou meta de redução de 10% na pegada de carbono da produção de etanol da Raízen até 2030, entre outros objetivos em seu relatório de sustentabilidade.

Ele disse ainda que a Raízen já certificou a maioria das usinas e está “aguardando o mercado passar a funcionar”.

Na avaliação de Guimarães, a revisão das metas que está sendo proposta pelo MME é algo natural, pois “seria impossível” as distribuidoras atingirem os alvos originais, considerando a redução de demanda de combustíveis.

Na consulta pública elaborada pela pasta e encerrada no último sábado, contudo, produtores fizeram sugestões para que as metas não sofressem uma redução tão drástica. A princípio, o governo pretende diminuir em 50% o objetivo para 2020, para 14,53 milhões de créditos.

De acordo com contribuição da Frente Parlamentar Mista pela Valorização do Setor Sucroenergético, a meta compulsória de compra de CBios não deveria ser reduzida pela metade em 2020, mas em 30%, enquanto no ano que vem deveria ser cortada em apenas 10%. Os parlamentares argumentam que a redução do consumo de combustíveis devido à pandemia será menor do que a projetada.

Roberto Samora


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