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Poet compra negócios de etanol da Flint Hills e aumenta capacidade em 40%

Aquisição amplia potencial de produção da Poet em mais de um terço, para 11,36 bilhões de litros anuais


Reuters - 02 jun 2021 - 13:47

A Poet confirmou, nesta terça-feira, 1º, que adquiriu todos os negócios de etanol da Flint Hills Resources. O movimento representa a aposta da maior produtora de biocombustíveis dos Estados Unidos na possibilidade de que os combustíveis renováveis convencionais, como o etanol à base de milho, terão um papel relevante na redução das emissões de carbono.

“Esta oportunidade veio na hora certa”, disse o diretor de operações da Poet, Jeff Lautt, à Reuters. A aquisição inclui seis instalações localizadas em Iowa e Nebraska e dois terminais no Texas e na Geórgia. A Poet, com sede em Sioux Falls, na Dakota do Sul, agora operará 33 plantas em oito estados.

Além de ampliar a capacidade de produção de etanol da companhia para 11,36 bilhões de litros ao ano, o acordo também aumentará a fabricação anual de grãos de destilarias secos (DDG) da Poet para 6,35 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de milho irá para 442,3 milhões de quilos.

A Reuters informou em maio que as empresas estavam discutindo o acordo.

A Flint Hills é uma empresa que atua com refino, biocombustíveis e petroquímica. Ela tem sede em Wichita, no Kansas, e era a quinta maior produtora de etanol dos Estados Unidos antes da venda.

Aposta no etanol

Em abril, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, divulgou um plano para reduzir as emissões de CO2 e incentivou o desenvolvimento de “combustíveis renováveis da nova geração, com baixo carbono”, mas não mencionou especificamente o etanol.

Atualmente, o país é o maior produtor mundial do biocombustível. Antes da pandemia de coronavírus, os Estados Unidos fabricaram quase 60 bilhões de litros de etanol em 2019, de acordo com a Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês).

Ainda segundo a EIA, o etanol e sua mistura com a gasolina queimam de forma mais limpa do que a gasolina pura, embora a produção e o consumo do biocombustível ainda resultem em emissões de carbono.

“Os biocombustíveis são uma das melhores soluções de curto prazo para as mudanças climáticas”, disse o fundador e presidente-executivo da Poet, Jeff Broin, à Reuters. “Eles estão aqui hoje e não temos décadas a esperar”.

Stephanie Kelly
Com tradução NovaCana


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