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Usinas

Pernambuco deve reativar segunda usina em recuperação judicial

Usina Cruangi pode voltar a funcionar como ocorreu com a Pumaty


AFCP assessoria - 10 nov 2014 - 09:28 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

Os credores da usina Cruangi, localizada em Timbaúba na Zona da Mata pernambucana, fechada desde 2013, aprovaram em assembleia geral, na sexta-feira (7), a permissão de arrendamento da unidade industrial para cooperativas de produtores de cana.

A usina está em recuperação judicial, por esta razão, a decisão dos credores, mesmo sendo soberana, aguarda a homologação do juiz da Comarca de Timbaúba, José Gilberto. A decisão dos trabalhadores, bancos, empresas e dos canavieiros, que esperam pagamento de dívidas da Cruangi, visa dar chance à unidade de reabrir, visando a quitação dos créditos.

Esta semana, outra usina em recuperação judicial (Pumaty, em Joaquim Nabuco) retomou o funcionamento, após posição judicial favorável.

“A decisão da assembleia geral de credores visa uma única questão que é o recebimento dos passivos da Cruangi” avalia Alexandre Andrade Lima, presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP).

Só a dívida com os agricultores chega ao montante de R$ 5 milhões em cana fornecida para a unidade em safras anteriores. O dirigente da AFCP explica que a reabertura da usina solucionará o pagamento dos credores.

Há um projeto no governo estadual, defendido pela AFCP e pelo Sindicato dos Cultivadores de Cana do Estado, que foi apoiado pelo ex-governador Eduardo Campos este ano, onde o Estado financiaria o arrendamento de Pumaty e de Cruangi por cooperativas de canavieiros. Este mesmo projeto foi apresentado ao então candidato ao governo Paulo Câmara – atual governador eleito em Pernambuco.

Pumaty

A Usina Pumaty, localizada no município de Joaquim Nabuco, na Zona da Mata Sul, fechada desde 2012 e em recuperação judicial, voltou a funcionar na quinta-feira (6).

A reabertura da unidade só foi possível por conta da sentença judicial em favor da Cooperativa do Agronegócio de Cana-de-Açúcar. A entidade solicitou há dois meses o arrendamento para evitar maiores prejuízos aos canavieiros, já que outras usinas fecharam as portas este ano e eles não teriam a quem oferecer sua produção.

Caso não tivesse ocorrido a reabertura, a AFCP estima que haveria um excedente de mais de 800 mil toneladas de cana.


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