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Museu na região de Ribeirão Preto (SP) conta história do açúcar e álcool


Folha de S. Paulo - 16 dez 2013 - 08:33 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53
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Um dos primeiros engenhos de São Paulo a usar máquinas a vapor na moagem da cana-de-açúcar, o antigo Engenho Central de Pontal (351 km de São Paulo) se transforma, a partir deste sábado (14), no Museu Nacional do Açúcar e do Álcool.

Para a inauguração, prevista para este sábado, prédios e maquinários foram reformados. O espaço também ganhou um acervo de peças de um engenho do Estado de Pernambuco, que foi construído na época do Brasil colonial.

O museu será aberto para visitação pública neste domingo (15). A entrada é gratuita. Neste sábado, a inauguração é apenas para convidados. O novo espaço vai funcionar de terça-feira a domingo, das 10h às 16h.

Os visitantes poderão ver o maquinário da usina a vapor, caldeiras, decantadores e centrífugas usadas na produção de açúcar.

Haverá também peças de engenho do século 16, como as moendas movidas por curso d'água ou tração humana e os pães de açúcar --barris abaulados usados na decantação do caldo da cana.

O projeto foi feito pelo Instituto Engenho Central, entidade criada pela família do empresário do setor sucroenergético Maurílio Biagi, que comprou o antigo Engenho Central em 1964. O engenho seguiu produzindo até 1974.

Biagi morreu em 1978, e seu filho, o também empresário Luiz Biagi, decidiu manter o maquinário e as edificações do antigo engenho.

Em 2006, a ideia de montar o museu começou a tomar forma com a criação do instituto, que captou R$ 3,5 milhões por meio da Lei Rouanet e do Proac (Programa Estadual de Ação Cultural).

O Museu do Açúcar e do Álcool está no roteiro do projeto de uma ferrovia turística entre Sertãozinho (333 km de São Paulo) e Pontal.

A linha férrea terá um ponto de parada na antiga estação Francisco Schmidt, na vizinha fazenda Vassoural. O projeto ainda não tem prazo para início das viagens.

O engenho foi montado em 1906 pelo fazendeiro Francisco Schmidt, que havia comprado as terras em 1902. Na época, a antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferro estendeu seus trilhos até o engenho para embarcar a produção de açúcar.

Foto: Edson Silva/Folhapress

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