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Além de leiloar usina, Renuka do Brasil deve ceder comando para diretoria independente


NovaCana - 02 ago 2016 - 10:11

Mais do que tratar sobre a venda da Usina Madhu, em Promissão (SP), a próxima assembleia da Renuka do Brasil – marcada para o dia 16 de agosto – deve trazer outras mudanças para a companhia. Atualmente, as dívidas da sucroenergética alcançam R$ 2,3 bilhões.

Controladora de duas unidades paulistas, a Renuka do Brasil está enfrentando dificuldades em suas negociações com credores, acumulando um histórico de assembleias suspensas e remarcações. A proposta de venda da Usina Madhu, por exemplo, foi levantada em 14 de julho pela própria companhia para ser inicialmente deliberada no dia 26. A negociação foi suspensa e retomada três dias depois para só então ser aceita.

Agora, a Renuka do Brasil deve ceder à pressão dos bancos credores e acatar novas exigências. Segundo o Valor Econômico, uma delas é a mudança da gestão da empresa, que deverá passar a ser liderada por uma diretoria independente e com mandato temporário.

De acordo com o Valor, os bancos têm mais de R$ 60 milhões a receber da companhia, somadas as dívidas em moeda nacional e em dólar. Eles querem que uma nova gestão substitua a atual 60 dias após aprovado o plano de recuperação judicial. Os novos diretores seriam indicados pelos credores e ratificados pelo conselho de administração, formado pelos acionistas Shree Renuka Sugars, companhia indiana que tem participação majoritária na empresa brasileira, e o grupo Equipav, que é minoritário.

Leilão da Usina Madhu

Embora tenham concordado com o leilão da Usina Madhu, os credores também consideram a possibilidade de que a venda não levante recursos considerados suficientes para abater uma determinada parcela da dívida. Dessa forma, os bancos estão exigindo que os acionistas da Renuka do Brasil cubram a diferença com recursos próprios ou coloquem à venda sua segunda unidade, a Usina Revati, localizada em Brejo Alegre. Assim, a usina formaria uma nova unidade produtiva isolada (UPI), que também iria a leilão judicial.

Segundo o diretor jurídico da Renuka do Brasil, Tony Rivera, os acionistas ficaram sem opção diante das exigências dos credores. “A negociação chegou a um ponto que não dava para ter uma posição muito inflexível”, afirma. O diretor afirmou ao Valor Econômico, porém, que a companhia espera levantar recursos suficientes apenas com o leilão da Usina Madhu.

Renuka Vale do Ivaí

Além da Renuka do Brasil, que está em recuperação judicial desde outubro, a Shree Renuka Sugars também atua no Brasil com a Renuka Vale do Ivaí, que controla duas usinas no Paraná.

Nesse caso, contudo, a companhia conseguiu na justiça a homologação de seu plano de recuperação judicial, uma vez que não houve consenso de todas as classes de credores. As propostas apresentadas no plano incluem desde mudanças no desconto sobre o valor de cada dívida até o alongamento do prazo para pagamento das parcelas.

novaCana.com
Com informações do Valor Econômico e da Agência Estado


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