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Justiça de Araçatuba ainda não aprovou recuperação judicial da Aralco


Valor Econômico - 15 abr 2014 - 08:28 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

A 2ª Vara Cível de Araçatuba (SP) ainda não decidiu se aprova ou não o pedido de recuperação judicial feito pelo grupo sucroalcooleiro Aralco no início de março. A juíza que cuida do caso, Sonia Cavalcante Pessoa, nomeou um perito para analisar a documentação entregue pelo grupo. A Justiça quer avaliar se, de fato, todas as empresas que estão sob o guarda-chuva da Aralco estão em atividade, ou seja, são de fato passíveis de recuperação judicial.

No entanto, na primeira semana de abril, a juíza Sonia Cavalcante Pessoa concedeu ao grupo Aralco uma liminar "temporária" de proteção contra credores, até que seja concluída a análise dos peritos e, por consequência, seja julgado o pedido de recuperação judicial, o que deve demandar ainda algumas semanas, segundo o advogado Joel Thomaz Bastos, do escritório de advocacia Dias Carneiro, contratado pela Aralco no processo.

A juíza também já excluiu do pedido de recuperação algumas empresas pertencentes ao grupo e que não estavam em atividade. São elas as empresas Ar Transporte Ltda, Posto Verde Azul Ltda e Distribuidora de Bebidas Premium Ltda.

O grupo sucroalcooleiro Aralco pediu recuperação judicial no início do mês de março, menos de um ano após emitir US$ 250 milhões em bônus para alongar dívidas — antes da emissão, metade do endividamento líquido, na época em R$ 620 milhões, vencia até 2014.

Com a operação, 84% da dívida líquida de R$ 965 milhões da empresa ficou no longo prazo, o que aliviou a situação. No entanto, sem geração livre de caixa o grupo estava com dificuldade de pagar despesas financeiras, estava atrasado na quitação de alguns fornecedores e ainda sem recursos para investir na operação.

A empresa, que era sócia da Copersucar, tem quatro usinas localizadas no oeste paulista que somam capacidade para processar 7,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra, mas no último ciclo, o 2013/14, moeu apenas 5 milhões de toneladas, abaixo das 6 milhões previstas no início da safra.

Fabiana Batista


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