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Estamos prontos para aprovação no Cade da compra da Biosev pela Raízen, diz Cosan


Agência Estado - 08 fev 2021 - 16:40

O presidente da Cosan, Luis Henrique Guimarães, disse há pouco que toda a equipe da Raízen, subsidiária da companhia, trabalhou muito nas duas últimas semanas para concretizar a compra da Biosev, segunda maior companhia de açúcar e álcool do País, que pertence ao grupo Louis Dreyfus. Segundo ele, todos estão prontos para executar o projeto e tomar as ações em relação à aprovação da operação pelo Cade e as condições estabelecidas no acordo.

“É um plano de integração muito sólido que vamos entregar. A questão é a eficiência, é isso que vale, a diferenciação, o portfólio de produtos e a evolução do modelo de negócios. Como acionistas estamos muito animados com o que está sendo feito”, comentou durante teleconferência com analistas para detalhar o acordo, anunciado nesta segunda-feira.

O contrato prevê a aquisição da totalidade das ações da Biosev pelo valor de R$ 3,6 bilhões, além de troca de ações, com emissão de 3,5% de ações preferenciais da Raizen para a Hédera Investimentos e Participações, controladora da empresa do segmento sucroenergético. A parte em dinheiro servirá para a Hédera reduzir o endividamento da produtora de açúcar, etanol e energia. Com isto, a Biosev será transferida para a Raízen livre da dívida atual.

Segundo os executivos, a operação segue à risca os princípios de disciplina de capital e não impactará a alavancagem da Raízen, preservando o perfil de crédito da companhia, que hoje é “grau de investimento” por três agências de rating globais.

Com a integração, a Raízen passará a contar com um total de 35 unidades produtoras, totalizando uma capacidade instalada de 105 milhões de toneladas de cana e cerca de 1,3 milhão de hectares de área cultivada.

O acordo contempla nove unidades produtoras da Biosev (seis no Estado de São Paulo, duas no Mato Grosso do Sul e uma em Minas Gerais), que têm capacidade instalada de moagem de até 32 milhões de toneladas de cana. A operação inclui também cogeração de energia, com capacidade de exportação de até 1,3 GWh de energia elétrica ao ano, e uma área de 280 mil hectares de cana plantada.

Durante a apresentação, os executivos disseram que a combinação com os ativos da Biosev está em linha com o propósito da companhia de liderar a transição energética, convergindo com a agenda global que se intensifica na direção de uma economia de baixo carbono.

“Mais do que ampliar a produção de etanol, açúcar e bioenergia, esta é uma oportunidade de potencializar os negócios usando tecnologia para alavancar a produtividade e o aproveitamento da cana nas biorrefinarias, com possibilidade de expansão do nosso etanol de segunda geração e biogás”, disse o presidente da Raízen, Ricardo Mussa.

Wagner Gomes


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