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Credores da Usina São Fernando rejeitam plano de recuperação judicial e surgem dois compradores

Decisão sobre futuro da usina sul-mato-grossense passa a depender de parecer judicial, mas já existem dois interessados em comprar a unidade


NovaCana - 05 jun 2017 - 10:52

Além de ter uma dívida de R$ 1,3 bilhão, a Usina São Fernando, localizada em Dourados (MS), também lida com o estigma de estar envolvida indiretamente na Operação Lava-Jato. A companhia teve seu plano de recuperação rejeitado por seus credores na última quinta-feira (1).

A princípio, o plano proposto previa uma redução da dívida de R$ 1,3 bilhão para R$ 950 milhões, a partir de descontos nos valores a serem pagos a credores sem garantia real. Do valor remanescente, R$ 530 milhões seriam devidos aos bancos, que receberiam 16% de suas respectivas fatias à vista e o restante em 20 anos, corrigido pela TJLP e mais 1,4% ao ano.

Analisando apenas os números totais da proposta, o acordo não pode ser considerado ruim para uma empresa na situação da São Fernando. Porém, segundo fontes do mercado ouvidas pelo Valor Econômico, a condenação do empresário José Carlos Bumlai pesou contra a aprovação. “A repercussão fatalmente seria negativa, mesmo que as condições do plano apresentado não sejam, aparentemente, desfavoráveis tendo em vista que se trata de uma recuperação judicial”, afirmou uma fonte.

Entre os principais credores da usina estão Banco do Brasil, BNDES e BNP Paribas. As instituições estatais – BB e BNDES – estão no grupo que têm garantias reais e créditos concursais a receber e, dessa forma, teriam poder para tentar barrar o plano.

Procurado pelo Valor, o Banco do Brasil respondeu por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa: “Os encaminhamentos sobre a recuperação judicial da Usina São Fernando são decididos em assembleia com a participação de todos os credores, não cabendo ao banco se manifestar ao público por conta de sigilo comercial”. Já o BNDES preferiu não se pronunciar até o fechamento da reportagem.

De acordo com Wendel Caleffi, sócio da EXM Partners, empresa responsável pela elaboração do plano de recuperação, o impasse terá que ser resolvido pela Justiça, em um trâmite que ainda deve demorar algumas semanas. Com isso, o plano pode ser mantido como está ou a companhia poderá ter que apresentar uma nova proposta.

Usina à venda

Para arcar com os pagamentos, contudo, seria preciso vender a Usina São Fernando – e já existem interessados. A gestora de fundos Amerra tem se manifestado sobre a compra desde outubro de 2016 e já chegou a fazer uma proposta. No entanto, um novo interessado surgiu e seria um competidor “pessoa física”. As fontes ouvidas pelo Valor, entretanto, não confirmaram nenhum nome.

Com o surgimento desse segundo interessado, foi levantada a possibilidade da realização de um leilão para a venda da usina. Entretanto, os bancos estatais foram novamente contrários, já que o acerto prévio com um comprador facilitaria o processo. Ainda assim, Caleffi, da EXM, afirma que a empresa vai insistir na realização de um leilão da usina caso haja mesmo mais de um interessado.

novaCana.com
Com informações do Valor Econômico


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