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Chuva antecipa fim da safra e moagem da Tereos atinge 19,7 mi de t em 2015/16


Agência Estado - 14 dez 2015 - 10:59 - Última atualização em: 15 dez 2015 - 08:08

As chuvas constantes no Estado de São Paulo e no Centro-Sul do País desde o início de novembro obrigaram a Guarani a encerrar o processamento da safra 2015/2016 de cana-de-açúcar com uma moagem total de 19,7 milhões de toneladas nas sete usinas sucroenergética.

Segundo informações da Reuters, isso representa uma queda de 2,5% no processamento de cana na comparação com a temporada passada (20,2 milhões de toneladas) e sem atingir as metas traçadas no início do ciclo atual, que eram de 20 milhões a 20,5 milhões de toneladas nesta temporada.

Ainda assim, as cerca de 400 mil toneladas "de cana em pé", que não foram cortadas, farão com que a companhia, controlada pela Tereos Internacional e pela Petrobras, antecipe para abril o início da safra 2016/2017.

"A safra transcorreu muito bem até o início de novembro, quando começaram as chuvas em excesso e decidimos encerrá-la. Vamos deixar um pouco de cana em pé para começar mais cedo a safra no ano que vem", disse ao Broadcast Agro o diretor da divisão Brasil da Tereos Internacional, Jacyr Costa Filho.

Indagado sobre a intenção de fechamento de capital da Tereos Internacional na BMF&Bovespa, Costa se limitou afirmar que decisão nada impactará no conglomerado de usinas e emendou: "Nós acreditamos no Brasil e vamos seguir investindo no País", explicou o executivo durante o evento que marca o encerramento da safra da Guarani, em Barretos (SP).

Açúcar e etanol

De acordo com a Reuters, a Guarani informou que sua produção de açúcar em 2015/16 deverá ficar em 1,4 milhão de toneladas, queda de 12,5% ante a previsão inicial para a temporada, e recuo de 6,7% ante 2014/15.

Já a produção de etanol da empresa deverá ficar em 650 milhões de litros em 2015/16, queda de 5,8 por cento ante a meta inicial e recuo de 14,5 por cento ante 2014/15.

Aporte da Petrobras na Guarani

Jacyr Costa Filho também afirmou ao Broadcast Agro que o aporte feito em outubro pela Petrobras na Guarani, de R$ 268,1 milhões, "foi um sinal claro" que a estatal "quer continuar na Guarani". O aporte, feito em outubro, foi o último da Petrobras na subscrição de ações e garantiu a participação de 45,9% na empresa sucroenergética. A Tereos Internacional tem os 54,1% restantes. "O resto é especulação", emendou Costa sobre o possível interesse da Petrobras sem se desfazer de ativos que não sejam da área de petróleo.

O executivo avaliou, ainda, que o cenário de preços do açúcar e do etanol é muito positivo e deve continuar assim no próximo ano. "O etanol tem demanda recorde, o consumo chegou a atingir 1,7 bilhão de litros mês de consumos só de hidratado e devemos ter boa safra no ano que vem tanto de demanda quanto remuneração ao produtor. O açúcar tem um déficit mundial depois de cinco anos, o câmbio melhorou e o cenário é de reversão de expectativa", disse. "A expectativa não é a melhor possível, mas é muito melhor que a que tínhamos no ano passado", concluiu.

Com informações da Reuters e edição adicional novaCana.com