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Brookfield pode comprar Renuka do Brasil por R$ 1,5 bilhão

Gestora de ativos canadense busca compra da Renuka do Brasil e negociação de R$ 1,5 bilhão em dívidas


novaCana.com - 20 abr 2015 - 10:01 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

A maior gestora de ativos alternativos do Canadá, a Brookfield Asset Management, está em negociações avançadas para comprar a Renuka do Brasil, assumindo dívidas de R$ 1,5 bilhão (US$ 490 milhões), informou a agência de notícias Bloomberg, que citou duas fontes com conhecimento do assunto.

Segundo a agência, a Brookfield assumiria a dívida e negociaria com os credores da Renuka o pagamento dos débitos, disseram duas fontes, que pediram para não serem identificadas, já que as discussões não são públicas. Procuradas pela Bloomberg, Brookfield e Renuka não comentaram.

Com sede em Promissão (SP), a Renuka do Brasil é controlada pelo grupo indiano Shree Renuka Sugars Ltd, que detém uma participação de 50,3% do negócio, enquanto o acionista brasileiro Equivap, detém o restante das ações. As duas usinas, a Madhu (matriz) e a Revati, possuem capacidade para processar 10 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

A notícia da negociação com a gestora de ativos canadense ocorre meses depois de a sucroalcooleira anunciar que buscava um aporte de R$ 250 milhões junto a acionistas.

Com um prejuízo acumulado em R$ 868,4 milhões nas últimas quatro safras, de 2010/11 a 2013/14, a subsidiária brasileira, que opera duas usinas no estado de São Paulo, Madhu e Revati, tem enfrentando dificuldades para renegociar a dívida, estimada em R$ 1,5 bilhão.

Prejuízo da Renuka no Brasil

Além das usinas paulistas, o grupo controlador indiano possui duas usinas de cana no Paraná, administradas através da Renuka Vale do Ivaí.

Tonon e GVO também buscam injeção de capital

Ainda segundo a Bloomberg, a Brookfield também estaria em conversas para injetar capital na Tonon e na GVO, que buscam reestruturar suas dívidas em dólar, outras três fontes com conhecimento do assunto disseram.

Na semana passada, a agência de classificação de riscos Standard and Poor’s (S&P) rebaixou os ratings de crédito corporativo da Tonon, de ‘B’ para ‘CCC+’ na escala global, ante um maior risco de refinanciamento.

Os resultados de dezembro da Tonon foram bem abaixo das expectativas da agência e o enfraquecimento na liquidez da empresa aumentou os riscos de refinanciamento “principalmente diante do ambiente fraco da indústria”.

Com texto da Bloomberg e informações adicionais do novaCana.com