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BP avalia novo aumento de capital e reforça aposta nas usinas de etanol brasileiras


novaCana.com - 15 mar 2016 - 11:27

A BP Biocombustíveis, aposta brasileira no segmento sucroenergético da British Petroleum (BP), deve se reunir no próximo dia 21, em assembleia com acionistas, para avaliar uma proposta de aumento de capital de R$ 128 milhões da companhia. Se aprovado, esse será o oitavo aumento de capital da BP.

Desde janeiro de 2013, a companhia vem realizando sucessivos aumentos de capital, sendo que a mais recente operação, no valor de R$ 325,09 milhões, foi aprovada em assembleia de acionistas realizada em fevereiro de 2015.

Foco no Brasil

No início de março, a multinacional divulgou seu relatório global referente a 2015 e o documento trouxe um espaço dedicado às iniciativas da companhia em energias renováveis, além de destacar o foco direcionado aos negócios brasileiros. A participação da companhia no ramo de renováveis inclui três usinas de cana-de-açúcar no Brasil – a usina Tropical, em Edeia (GO), e as unidades de Itumbiara (GO) e Ituiutaba (MG) –, que se somam a 16 usinas eólicas nos Estados Unidos.

Especificamente com relação ao Brasil, a companhia enfatiza a ampliação em 47% sua produção de etanol, além da geração 677 GW de energia elétrica. Com relação às operações agrícolas, a BP afirmou que a companhia conseguiu uma melhora de 36% na eficiência da colheita de cana-de-açúcar em 2014. No ano seguinte, a área colhida foi de 127 mil hectares. A companhia não divulgou mudanças relativas à eficiência realizadas no último ano.

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Segundo o relatório, a BP dá preferência para a produção de biocombustíveis em escala e com baixo custo, capazes de se manterem competitivos sem qualquer tipo de subsídio.

Assim, a estratégia da atuação no Brasil foi resumida em quatro pontos principais: operações seguras e confiáveis (investimento em segurança de pessoal, processos e transporte); fontes competitivas (o que justificaria a concentração dos esforços em biocombustíveis no Brasil); baixo carbono (valorização de soluções e opções industriais para reduzir desperdício e emitir menos gases de efeito estufa); e mercados doméstico e internacional (além do Brasil, o etanol produzido no país também é comercializado nos Estados Unidos e na Europa).

Mudanças fora do país

Apesar de garantir que continua a acreditar no futuro do etanol, a BP também confirmou que vendeu, em maio de 2015, sua participação na britânica Vivergo Fuels. A joint venture com a Associated British Foods – agora detentora de 94% da empresa – e com a DuPont (6%) produz etanol a partir do trigo.

Na ocasião, a BP afirmou em comunicado enviado à imprensa que sua saída da Vivergo Fuels era uma “difícil decisão estratégica”. A justificativa principal é de que o momento atual é desafiador para os negócios.

“Aconteceram muitas mudanças no mercado e na economia durante os nove anos em que a BP esteve envolvida na criação, construção e administração da Vivergo”, alegou. Além disso, o comunicado também afirmava que isso permitiria que a BP focasse seus esforços na produção de etanol no Brasil e nos negócios de biobutanol, outra parceria com a DuPont.

Nesse ponto, a companhia se referia à joint venture Butamax Advanced Biofuels, focada no desenvolvimento e comercialização do biobutanol. De acordo com o relatório divulgado no início do março, estão sendo realizados investimentos nesse segmento.

“O biobutanol tem potencial de ser misturado a outros combustíveis em proporções maiores, além de ser mais fácil de transportar, estocar e administrar”, descreve o documento, que continua: “Nós também estamos estudando diversas aplicações químicas para esse biocombustível avançado”.

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