Usinas

BP Bunge quer tratar 80% dos canaviais com vinhaça neste ano

Meta da companhia para adubação com uso do resíduo foi compartilhada durante evento promovido pela Canaplan e pelo CTC


BP Bunge Bioenergia - 18 nov 2022 - 11:35

O diretor Agrícola da BP Bunge Bioenergia, Rogério Bremm, participou na quinta-feira, 17, de um encontro técnico sobre perspectivas setoriais promovido pela Canaplan em conjunto com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

Segundo ele, para reduzir os impactos gerados pelo clima e que afetam a produtividade, a empresa realiza o manejo de mitigação de déficit hídrico, que minimiza a exposição dos canaviais à falta de água.

Bremm relata que essa iniciativa contempla, entre outras ações, a expansão de irrigação e fertirrigação (sem vinhaça localizada), auxiliando na brotação e melhora do ciclo produtivo. Para a safra 2022/23, a aplicação de água ou vinhaça (por aspersão, com diluição em água) deve alcançar aproximadamente 60% da área plantada.

Além disso, a empresa também faz adubação com a aplicação de vinhaça localizada. Neste caso, o resíduo passa por um processo de enriquecimento de nutrientes e é aplicado de forma localizada no solo. “Em 2020, 64% do total da nossa área de tratos culturais foi tratada com vinhaça. Este ano, nossa expectativa é chegar a 80%”, ressalta.

Durante sua participação, o executivo fez um panorama da safra atual e ressaltou a importância da inovação para melhorar os índices de produtividade nos canaviais. “Para ampliar os ganhos é fundamental investir em plantio, tratos e processos agrícolas. A adoção de melhores práticas requer, sobretudo, agregar novas tecnologias à cadeia produtiva”, disse Rogério Bremm.

Ele explica que, desde a formação da empresa, em 2019, a BP Bunge Bioenergia atua na maximização da produtividade. Entre as soluções com esse foco estão a adoção de práticas sustentáveis, como a expansão do uso de biofertilizantes e de bactérias no plantio – incluindo o projeto de substituição de fertilizante mineral até 2025 – e a gestão com uso de tecnologia para o monitoramento centralizado do plantio mecanizado e de toda operação de Corte, Transbordo e Transporte (CTT).

Presente nos estados de Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Tocantins e Mato Grosso do Sul, a empresa conta com 11 unidades agroindustriais. Por safra, a companhia tem capacidade de moer 32,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, podendo produzir anualmente até 1,7 bilhão de litros de etanol, além de gerar 1.400 GWh de bioenergia a partir do bagaço da cana-de-açúcar.


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