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Biosev conclui oferta e capta R$ 805 milhões


Valor Econômico - 16 abr 2013 - 07:15

A Biosev, braço sucroalcooleiro da múlti francesa Louis Dreyfus Commodities, concluiu ontem a colocação de sua oferta pública inicial de ações no Novo Mercado da BM&FBovespa. A companhia captou R$ 805 milhões. Segundo informações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foram vendidas 53,7 milhões de ações, a R$ 15 cada.

O número de papéis vendidos é equivalente ao lote inicial de 46,7 milhões mais os 15% referentes ao lote suplementar, utilizado pelos bancos coordenadores para estabilizar a operação. O lote adicional de 20%, que é vendido caso haja demanda suficiente, não foi exercido.

A abertura de capital faz parte de um dos compromissos assumidos pela empresa dentro do acordo para a renegociação de uma dívida bilionária feita há quatro anos. Pelo menos 30% dos recursos captados devem ser destinados ao pagamento dos bancos credores.

O preço por papel na operação da Biosev já estava estabelecido. O negociado com os investidores nessa operação foi o valor de uma opção de venda que funciona como uma espécie de "garantia": dá ao acionista o direito de vender as ações em 15 meses pelo valor de estreia. Segundo apurou o Valor, a opção de venda saiu a R$ 0,25. O intervalo proposto variava entre R$ 0,01 e R$ 2.

A Biosev é a 2 ª maior produtora de açúcar e etanol do país com capacidade para processar 40 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Sua primeira tentativa de abrir capital foi feita em julho do ano passado. Os papéis da sucroalcooleira estreiam na bolsa na próxima sexta-feira.

Como parte da transação, a Louis Dreyfus ofereceu opções de venda permitindo aos investidores devolverem as ações em julho de 2014 ao preço de oferta, de 15 reais, mais juros. O preço de tais opções, que deveriam ser divulgadas na precificação do IPO, não estavam imediatamente disponíveis.

A garantia de devolução do dinheiro, que foi concebida pelos executivos de bancos que ajudaram a Louis Dreyfus a listar a Biosev, nunca havia ocorrido no Brasil.

A empresa contratou o banco de investimento BTG Pactual para gerenciar a abertura de capital, juntamente com JPMorgan, Bradesco, Banco do Brasil e Itaú Unibanco.

Ana Paula Ragazzi, Natália Viri e Fabiana Batista
Com informações adicionais da Reuters


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